Casa Nova, Cara Nova e Atualizações

2 10 2009

Quase um ano e meio de blog, mais de 50.000 visitas e é chegada a ora de usar endereço de gente grande! Agradecemos o tempo que passamos aqui no wordpress, mas agora o PinkEgo será acessado pelo endereço: www.pinkego.org

Para que a mudança não pegue ninguém de surpresa, os textos ficarão por aqui até o dia 15 de outubro. Mas não se acomode! Atualize seus favoritos e o seu feed pra continuar recebendo as atualizações normalmente:

RSS: http://www.pinkego.org/bog/rss.xml

Logo mais tem post novo, gente nova e algumas seções e serviços diferentes!

Sim, estou animado. Não, não é perspectiva de sexo. Pare de especular e acesse o site.





Mudanças no PinkEgo

19 05 2009

Depois de 5 dias de festas em uma proporção bíblica, regada à cidra e amendoin, voltamos ao expediente normal, pós-aniversário. Se a ressaca é tamanho família, a empolgação também. Comemorando, ainda, nosso primeiro aniversário, este post vem para esclarecer algumas mudanças no PinkEgo.

1) O blog passará a ser pago. Para lê-lo, você deverá depositar uma quantia em nossa conta no PayPal. O cadastro é fácil e simples, com uma mensalidade de apenas 10 dólares. Há desconto de 25% para estudantes, que deverão enviar uma cópia digitalizada da última mensalidade paga. Alunos de faculdades públicas não terão direito a desconto.  (MENTIRA)

2) Teremos posts sobre assuntos novos! Para organizar melhor um pouco o barraco, agora há 4 categorias (VERDADE):

- pinkego: sua boa e velha categoria de reclamações, perda de ipods e bebês, sonecas no metrô e cantadas hospitalares.

- don’t drop the soap: é o nosso irônico guia de sobrevivência. de indies a kidults, por favor, não deixe o sabonete cair.

- kiss and tell: se eu não pegasse metrô lotado todos os dias, minha vida sexual seria nula. as exceções estarão aqui.

- link me baby: sites legais, serviços novos, produtos bacanas e solteiros disponíveis que paguem bem.

3) Prometo responder a todos os comentários do blog, de modo organizado e bonitinho. Por favor, se identifique quando for escrever para que eu possa anotar seu nome correto na macumba. Caso contrário, serei obrigado a realizar um vodu aleatório e você não quer que eu espete o bumbum de um amiguinho seu por engano, não é mesmo? (VERDADE)

Bom, tudo isso começa hoje, com nosso novo topo, novas categorias e o mesmo, cada vez mais velho, felipeluno. E por hoje, eu quero dizer mais tarde.





1 Ano de PinkEgo – Feliz Aniversário

14 05 2009
Desenho por Rafael Nunes

Desenho por Rafael Nunes

Fiascos sociais, erros de julgamento e senso moral duvidoso costumam resultar em sociopatas desajustados, que saem por aí cometendo crimes como ouvir música em alto volume no metrô ou estacionar ao lado esquerdo da escada rolante. Bom, eu abri um blog.

No começo, era uma forma de reunir (e fazer) amigos, juntando textos legais sobre cultura e arte. Não demorou muito para que meu ego tomasse conta do espaço. Com o tempo, eles deixaram de atender as minhas ligações. Achei que tivessem perdido os seus celulares mas não, eu que perdi os amigos mesmo. Mandei a arte e a cultura para o espaço e me dediquei ao cotidiano das célebres pessoas comuns como eu.

Com o score social negativo, não posso dizer que me arrependa. O PinkEgo acabou se tornando uma ótima forma de conhecer gente legal, que parava por aqui sem querer enquanto procurava algo realmente útil pelo Google. E para eles eu escrevia todos os dias, ou quase todos os dias, ou de vez em quando, dependendo do momento da minha vida e da disponibilidade de Dan Tops no supermercado.

Aqui pude contar histórias que se perdiam nas mesas de bares entre assuntos mais interessantes, fatos que não dava pra discutir nos breves momentos de conversa durante o trajeto do elevador e papos que eu jamais poderia ter com minha mãe, preocupada em manter o estoque do meu estabilizador de humor abastecido.

Neuroses à parte, queria agradecer a todos (com poucas exceções) que entraram por aqui nesse 1 ano e compartilharam comigo alguns desses momentos tão estranhos, mas especiais. Muito obrigado por terem sentido cada pontinha de vergonha alheia, por qualquer senso de reprovação, pelas expressões de “oh no, he didn’t”, por terem se identificado com algumas histórias, por repassarem a amigos. Aparecemos até no Trabalho Sujo, e olha, valeu o susto do roubo indie.

Escrever um blog é, às vezes, produzir prova contra si mesmo. Estar disposto a aceitar a contradição, ver que, com o tempo, a opinião da gente muda e que a idéia dos outros muda a gente também. Eu resolvi falar para ouvir o que você tem a dizer. Esse é o preço do meu sossego. Quanto vale o teu silêncio?

O trecho abaixo é por conta de Marcela Prado, de longe, a maior comentadora deste blog:

Pois é, não que o Pink Ego completou um ano? Um ano, minha gente. E acho que eu me lembro da inauguração. Ou não? Ele veio antes ou depois do twitter? Não sei ao certo também. No início eu mal conseguia seguir, tamanho o número de atualizações, e eu o invejava com minha preguiça costumeira, de quem mal atualiza o blog uma vez ao mês. Lembro que eu não entendia muito bem o que era isso aqui, era um blog de várias pessoas, de uma menina, de um menino?Não sei, não sei, pensava perdida. Com o tempo fui entendendo que se tratava do blog do Felipe Luno, e que ele era tão azarado quanto eu em seus relacionamentos, o que de certa forma me confortava. Isso foi cruel? Talvez sim, mas é verdade, eu ria e pensava, ufa, não sou só eu. E sabe, eu também já entrei algumas noites no bate-papo da UOL, mas é o tipo de coisa que eu só confessava depois de algumas tequilas. Mas o Felipe confessava (ou ironizava, ainda não sei ao certo).
Também nunca entendi aquele post em que ele declarava não ter umbigo. Seria uma metáfora para dizer que não acreditava em Deus? Seria o jovem rapaz vítima de um terrível  erro médico? Ou seria uma hérnia? Jamais saberei.
E por falar em posts antigos, tem outro que eu sempre me lembro. Foi quando ele escreveu que é um tanto desanimador ver a namorada cortar as unhas do pé pelada. No dia que eu li, pensei nas várias coisas horríveis  que eu já devo ter feito sem perceber. Será que foi por algo assim que aquele cara sumiu? E aquele meu primeiro namorado, que era quem cortava minhas unhas porque eu tinha preguiça, será que era brochante pra ele? Eu não me lembro se eu estava vestida naquelas ocasiões, mas espero que sim. E por que a Adriane Galisteu se depilando é excitante, mas a moça cortar as unhas não? Por quê? Por quê? Não sei, mas por via das dúvidas é bom seguir o conselho, cortador de unhas e nudez não combinam,  é uma atividade tão desastrosa quanto querer ao mesmo tempo ouvir seu i pod, passear com o cachorro e vigiar seu pequeno sobrinho ruivo de nome bacana

Um muito obrigado, mais do que especial, a Ana Freitas, Mariana Araújo, Rodrigo Sanchez, Alexandre Matias e pra você também =)





Resultado da Promoção: “Essa História daria um filme”

30 03 2009

No dia 19 de março, nós lançamos a promoção “Essa História daria um filme”. Era a chance de alguns de nossos leitores contarem
seus próprios contos, homenageando sua própria desgraça em forma de texto. Desde então, recebemos algumas belas
contribuições e selecionamos os três melhores.

Para o julgamento, reunimos uma dose considerável de vodca, balões com gás hélio e CDs da Britney Spears pré-maquina um.
Interesses pessoais, afetivos e sexuais não interferiram no resultado desta promoção, com a finalidade de, apenas, trazer
a oportunidade de publicar histórias alheias legais no PinkEgo em troca de um prêmio bacana.

Eis os vencedores:
1º. Saulo Henrique Pires, com ” Um Conto Chauvinista”
2º. Bruno Galhardi, com “Quando o *** fica duro, o miolo fica mole”
3°. Denise Moura, com “Influências Musicais Malignas da nossa Infância”

Todos eles ganharam um mês gratuito da  Netmovies,  em um plano que dá direito a até 22 DVDs por mês. Os filmes são
entregues e retirados na sua casa, sem multa ou atraso de devolução. A NetMovies (www.netmovies.com.br)é a maior
locadora online do país, atuando nos moldes da americana NetFlix. Por um preço fixo ao mês os usuários têm a comodidade de receber os DVDs escolhidos através do site em casa, sem frete, sem data para devolução e sem multa.

Todos os posts vencedores serão publicados aqui. E parabéns para os caras (e menina) que mandaram bem pra caramba!





Como Crescer e Virar um Blogueiro sem ter Seu Dedo Decepado

23 03 2009

ed4

O processo de alfabetização é difícil. Quando criança, meus dedos eram absurdamente enormes, o que dificultava fazer xixi e fazer perguntas em sala de aula. Eu morria de medo de ter meu indicador decepado pelo ventilador de teto. Esse pavor fez com que eu usasse mais os meus instintos e apelidasse meus objetos escolares. Meu apontador era gay, o lápis era bicurious e o estojo olhava para os dois com uma cara de reprovação. Minha mesa era uma orgia que podia ser comprada em qualquer papelaria.

Até hoje sou aterrorizado por uma uma tal de Laila. Ela era ruiva, sardenta e vivia me fazendo perguntas que eu não sabia responder. Era a personagem da cartilha da minha pré-escola. Foi a primeira garota que eu odiei, muito antes de amores platônicos falecidos e atendentes de telemarketing. Laila me causava problemas matemáticos. Uma vez, ela me perguntou quantas bananas ela teria se tivesse comprado 37 e comido 21. Mandei que ela fizesse outro uso e levei minha primeira suspensão, escrita em papel-vegetal e canetinha colorida. Diretora fofa.

Aos poucos, fui pegando amor pelas palavras. Escrevi algumas cartas de amor, não-respondidas, mas serviram para que eu praticasse bem a separação de sílabas antes da separação de corpos. Com essas correspondências, também aprendi que convidar alguém para transar contigo da forma mais honesta e sincera comigo não é socialmente aceitável. Ainda mais quando voê tem menos de 12 e ela, mais de 30. Mesmo encalhadas, as tias da escola tinham um sorrisinho sádico ao rejeitarem as minhas investidas.

Depois de conseguir redigir, é preciso adquirir o gosto pela leitura. Saborear o gosto gramático das palavras fazendo sentido em sua cabeça. Como eu não tinha amigos, os livros eram a minha companhia. Passei a infância com Jack Kerouac e Woody Allen. Quando a diversão em palavras se acabava, eu os atirava da janela do meu quarto. Cheguei até a arremessar a coleção Harry Potter da minha janela e matei alguns pombos com O Senhor dos Anéis, mas uma hora o acervo termina e a Revista Veja não serve nem pra espantar cachorros-emos.

Depois de mais velho, percebi que a relação entre estudo e ter dinheiro é pura balela. Minhas amigas de infância que passavam as aulas rebolando com o bambolê ganham muito mais do que eu. Enquanto eu lia Freud, elas liberavam a libido e eram felizes. Fui descobrir só depois de velho. O máximo de ação que tenho na cama é quando troco os lençóis.

Com o tempo, entrei para a faculdade de jornalismo e aprendi que erros gramaticais são aceitáveis quando você tem uma boa história e um bom revisor. Aos poucos, um S, dois S e C cedilha se tornaram a mesma coisa para mim numa lógica gramatical com a profundidade de um documentário do Cartoon Netwoork.

Como em jornalismo, escrever é cortar palavras, passei a ser mais sucinto. Em casa, comecei a falar em sílabas. Minha mãe pensou que eu estivesse regredindo à idade do gu-gu da-dá e me deu um Rivotril. No alto do barato do remédio, implantei um dadaísmo ortográfico e abri um blog.

Para postar, era uma fórmula simples e mal-acabada: uma idéia semi-engraçada, frases curtas, piadas de nível colegial e auto-depreciação. Vergonha alheia é o melhor sentimento, localizado logo perto da compaixão, da dó e da pena, sem deixar de arrancar algumas risadinhas entre as várias janelas do Firefoxz abertas simultaneamente.

Até que deu certo. Quando erro a grafia, boto a culpa no teclado, na ABNT e no excesso de glicose. Quando recebo comentários em algum post, imprimo e coloco na parede do meu quarto, cheio de pura honra e glória. Minha irmã corta relações comigo e, de repente, meu almoço preparado por ela fica com um gosto estranho. Meus pais, bom, eles começam a pensar que substâncias ilicitas utilizadas durante a adolescencia e a gravidez realmente causam danos à sua prole.

Não se esqueça de participar da nossa “Promoção: Essa História daria um filme!”