Como Sobreviver ao Divórcio dos Seus Pais sem Enlouquecer ou Enlouquece-los

10 09 2009

mc3

Ok, seus pais se separaram e reclamar disso é algo que se fazia na época do ICQ. Antes que você resolva virar emo, com toda aquela raiva juvenil guardada desde que perdeu a virgindade com o vizinho caolho manco, saiba que não há nada mais década de 90 do que procurar psicólogo pra assimilar o fato de que seus pais não transarão mais. Aliás, tem algo mais aliviador do que pensar que isso não vai mais acontecer? Só de falar nesse assunto bizarro já dá calafrios.

Agora é preciso agir de modo racional. Se você é bonzinho, saiba que teus pais te considerarão um amigo a partir de agora. É bacana, eles pagarão cervejas pra você enquanto contam as mágoas, dizem que deveriam ter sido mais presentes e tentam te compensar com presentes. E você, por favor, aceite. Felicidade material não é tudo nessa vinda, mas paga a fatura do cartão de crédito quando a gente vende o que ganhou no Mercado Livre.

Se a idéia de ter duas casas parece ser interessante, há o contraponto. Passar dois Natais e comemorar o Ano Novo duas vezes faz a vida parecer passar mais rápido. A não ser, claro, enquanto você é beijado e abraçado por aquela tia gorda que cheira a batata e naftalina. Serão os segundos mais longos da sua vida, fato. E como parente esquisito é algo universal e democrático, a sua dose de personagens bizarros será dobrada.

Antigamente, filhos de pais separados eram tratados como problemáticos. Na minha escola, tinhamos um time de futebol próprio e chamar alguém de filho da puta era um problema sério já que o ofendido não podia retrucar com um: “vou contar pro meu pai”, já que o suposto defensor poderia concordar com o agressor. Hoje, são as crianças com mais Playstation e menos espinhos no rosto.

Por isso, como guia de sobrevivência, saiba que o momento pós-rompimento é extremamente importante para estabelecer como as relações entre você e seus pais serão. Não fique tão próximo, nem tão distante. Não vire o melhor amigo, mas não seja o filho indiferente. Isso faz diferença na verba disponibilizada para a mobília do seu novo quarto. Não dê chiliques. Deixe esse direito para eles. São eles que estão perdendo o sexo garantido, recurso principal do matrimônio. Se você tem irmão mais novo, passe segurança. Se tem irmão mais velho, não apronte. Ninguém poderá te proteger agora.

O ideal é perceber que nenhuma situação de conflito é permanente. Casamento não é a questão da Palestina e, a não ser que seus pais sejam homossexuais com nomes estranhos, não se trata de Israel e Ismael. Logo, o melhor é aguardar, poupar o drama para situações mais importantes na vida, como o primeiro chifre. Divórcio hoje é algo tão natural quanto o próprio casamento. Fique atento aos erros, aprenda com eles. Assim, um dia, você pode evitar o seu casamento, se for misógino, ou divórcio, se não tiver uma política bem estabelecida sobre traições e desentendimentos.

Em caso de dúvidas, NÃO consulte a Bíblia mais próxima. Ainda não implantaram o sistema wiki naquele documento e os grandes sábios eram um pouco conservadores em relação à esse assunto. Evite também a tia solteirona, a sogra mal-amada e o seu vizinho esquisito que parece amar a mãe e querer matar o pai.





Você é Emocionalmente Promíscuo na Web?

24 07 2009

internet love

Se a  dor é inevitável e a monogamia opcional, para quem é emocionalmente promíscuo, carinho é melhor que sexo e é importante que alguém ligue no dia seguinte ou mande um scrap para agradecer uma gentileza. Se você ainda for neurótico, pode passar a noite revirando históricos de MSN em busca de demonstrações de afeto de bots e fakes.

Antes da internet, ou pelo menos na época em que banda larga era cara, mas funcionava, nosso grupo de relações sociais era pequeno e limitado. Os contatos eram telefônicos, apenas quando você estava em casa, ou aos finais de semana, em encontros com pessoas que você já conhecia e tinha intimidade.

Hoje, a gente marca de sair com pessoas que nunca vimos antes e seguimos a rotina de estranhos pelo Twitter. Se o vício em se manter socialmente ativo é forte, como a gente faz para não se envolver tanto com essas pessoas que estão tão digitalmente presentes em nossas vidas?

Não é uma tarefa fácil, já que a rede possibilita que você encontre pessoas com quem tem grandes afinidades, gostos em comum e você não precisa mais aturar aquele colega de sala que gosta de Britney Spears enquanto você é fã de Christina Aguilera. O ato de deletar essas relações denecessárias torna ainda maior o apego que a gente nutre por quem desperta um constante interesse. Afinal, mesmo que você conheça alguém pela internet, sempre haverá algo mais a revelar, não? Nem tudo é dito numa janela de MSN.

Aí que vem grande parte da crise de abstinência dá quando ficamos offline por muito tempo. É uma versão moderna do “ver e ser visto”. É o ato de ter seu blog lido, de acompanhar os tweets de alguém, observar o que andam ouvindo e chorar as suas mágoas no subnick do messenger. Não se trata de uma falta da WEB, da tecnologia, mas sim de encerrar aquela sensação de “estar perdendo algo”.

E é assim que eu me vejo cada vez mais envolvido com pessoas que não conheço, a ponto de ter amigos de verdade que nunca vi pessoalmente. E que talvez nunca veja. E que talvez também eu não precise ver. Mesmo que certas verdades não passem pelos bytes e pixels de um computador, essas relações tranquilizam e fazem com que você veja que pode, sim, ser você, sem medida ou grau. E que, se for rejeitado socialmente, pode deletar e recomeçar com outras pessoas, por mais freak que seja.

Se os problemas e preocupações são compartilhados, você constrói uma rede cada vez maior de contatos. Digitais? Sim. Se você souber não perder a auto-crítica e uma certa dose de senso comum, pode encontrar solidariedade e afeto de verdade e amizades que sejam eternas enquanto dure a conexão.





Como NÃO Flertar em uma Balada Indie

26 06 2009

Mesmo que balada indie seja um ambiente tão sexy quanto um orquidário em Brasilia, é possível encontrar o amor em um lugar que reúne xadrez e óculos sem lentes. Apesar da semelhança com festa junina, não há fogueira e é possível se jogar sem virar Joana d’Arc. Com o olhar um pouco atento, você pode observar a paixão surgindo em alguns cantos mesmo enquanto toca Klaxons.

Mas aí aparece o herói, aquele pequeno indie obstinado, que quer encontrar sair dali com alguém. Para ele, namorado de amigo é homem e, por isso, qualquer um pode se tornar um alvo fácil. No entanto, moleza não é alternativa, logo, é preciso conquistar alguém difícil e ele resolveu chegar no cara mais misterioso da balada.

Este cara se posicionava em um canto, fumando um cigarro de marca desconhecida, talvez, feito pela natureza. Olhar para ele era sentir a serenidade de um Clint Eastwood naqueles filmes que passam durante a madrugada na TV. Dava também para imaginar as bolas de feno passando, trilha country, vento do além. Blasé era pouco.

O herói tomou coragem em forma de vodca barata, engoliu a Natasha e foi.

Erro n.01: “Oi, tudo bem? De onde você é?”. “De longe…muito longe”, foi a resposta. Nunca pergunte de onde a pessoa é a não ser que ela tenha cara de gringa. Nesse caso, faça a pergunta em inglês ou espanhol. Eu costumo emular idiomas latinos quando desconheço a nacionalidade alheia. E acredite, quando alguém coloca reticências na frase, ele não está interessado e quando alguém diz que é de longe, a não ser que diga que é de “um reino muito muito distante”, não, ele não é o seu príncipe encantado.

Erro n.02: Nosso amigo resolve dançar perto na pista e observa que o forasteiro pouco mexe as pernas. Na verdade, o misterioso apenas balança levemente o corpo como se dançasse. Talvez fosse o álcool, mas certamente não era no ritmo da música. Eis que ele diz: “Calma, vai pra lá que você está muito perto, isso me irrita”. Além dessa frase identificar que ele não está acostumado com transporte público, mostra que seu corpo não está sendo bem avaliado. Nesse caso, não adianta fazer o garoto de mastro e encarar um pole dance. Tire o time de campo, com classe.

Erro n.03: Cansado de tentar agir sozinho, o herói pede amigo da cavalaria, que geralmente é composta por amigos que já beberam demais ou estão fora do mercado. O mais desinibido ajeita a camisa, injeta um pouco de ar na calça skinny e parte em direção ao escolhido para salvar o amigo: “Ei, gato…”. É interrompido. “gato não, porque gato é animal”. Tipo, FAIL. Sim, ficou feio. Sorria e acene e fique duas rodadas sem jogar.

Erro n.04: Última chance de jogar a simpatia, você não desiste. Compra uma bebida colorida para parecer descolado e toma de canudinho. Encara aquele sorriso super simpático de promotor de boa e solta: “Oi, tudo boooooommmmm?”. “Oi por que? Eu não te conheço, conheço?”. Hora de aproveitar a deixa do DJ e trocar de área da pista.

Acredite se quiser, há quem goste de estar solteiro, curtindo sozinho ou simplesmente não está a fim de você. Mesmo sem parecer, ele pode ser uma pessoa feliz, usar as suas endorfinas sexuais para o bem e a rabugice para espantar gente inconveniente. É uma prática de auto-preservação. E lembre-se: você não tem que provar nada pra ninguém. Preserve a sua integriodade. Caso contrário, nem São Longuinho vai te ajudar a achar a tua dignidade perdida no dark room da Tunnel. Sorry.

Dicas by MUFU, que, acredite, não era o herói!





Pessoas que você não deve adicionar no Orkut e Como Odiar Amigos Sem Culpa

10 06 2009

Eu sonho com um dia em que surgirá uma comunidade ou blog que sirva para que você possa dizer o quanto odeia seus amigos e conhecidos. Funcionando como uma espécie de Burn Book, do filme Garotas Malvadas (Mean Girls), você pode despejar ali o quanto sente repulsa por uma pessoa e ver a sua raiva compartilhada por outras pessoas. Assim, sem bullying, sem flame wars, apenas o ódio mais puro em sua essência católica reprimida. Teu terapeuta agradece e poderá cancelar a consulta que agendou com o psiquiatra.

Se o Twitter talvez servisse para isso, acabou virando um agregador de mimimi, com pessoas reclamando ou dizendo coisas que estão fazendo, enquanto deveriam estar trabalhando ou pagando impostos. Pra ser sincero, se o Orkut é vitrine e a minha rede social dos sonhos é para o ódio, o Twitter permite que as pessoas digam o quanto elas pensam em sexo durante o dia, em 140 caracteres. E, muitas vezes, com seus amigos. Isso sim é interação social. Habeas corpus, meu filho. Saia da prisão da internet e arranje um motel!

As redes sociais proporcionam situações bizarras que fariam Stalin se sentir desconfortável. Filtrando tanto assim, sobra poucas pessoas e, provavelmente, elas também não encontrem motivos para me adicionar. Eu não as culpo. Não tenho fotos sem camisa, mas já coloquei um raio-x do meu pulmão digitalizado, que é quase a mesma coisa. Mesmo assim, ainda acho que o Orkut cumpre sua função, que é a de fazer você conhecer muita gente estranha na internet para acabar valorizando os amigos que você já tinha antes disso. Para todos os efeitos, vamos à breve lista:

Foto de bebê no perfil: Tipo, sério? Foto de bebê? É você, é seu filho, é alguma criança que você roubou da creche Tia Vilma? Está querendo provar para as garotas que é bom com bebês e que pensa em ter filhos? Olha, pra mim, soa algo meio Michael Jackson. E, na boa, algo de bem ruim deve ter acontecido durante a sua vida para que a melhor foto que você tenha seja de 20 anos atrás. Tudo bem, não julgamos as pessoas por cortes de cabelo ruins ou escolhas infelizes de maquiagem, mas foto de fralda, não. Não é bonitinho.

Orkut de perfil duplo: Tudo bem, você está namorando e quer dizer ao mundo todo isso com a delicadeza da letra de um funk em braile, mas não é por isso que você e sua namorada precisam usar um perfil único no Orkut. E se eu não gostar dela, preciso me referir aos dois quando eu for deixar scrap? Tenho que perguntar “Tudo bom com vocês?”, porque olha, no Brasil, usar plural é mais caro. Guarde suas fotos compartilhadas para o seu album. Seus amigos são seus amigos e os dela, dela. E quando terminar, como faz? Os dois fazem novos perfis e me adicionam de novo? Acho que não. Se há mais de uma pessoa na foto do perfil, já presumo que a pessoa tem amigos suficientes e não precisa de mim.

Pessoas sem camisa: A não ser que você tenha um terceiro mamilo ou não tenha umbigo, desculpa, amigo, mas não há nada de interessante no seu peito nu ou barriga de fora. E um aviso: quando seu peito pode ser usado como apoiador de copos, este é o ponto em que você para de usar anabolizantes, ok? Aliás, aquele remedinho azul que você está procurando chama Viagra. Tome 2 ao dia pra se fortalecer para o final de semana.

Família: Acredite, não é legal receber um recado: “e aí primo, vai na festinha da tia joana no sábado?”. Tudo bem, você vai na festa, mas seus amigos não precisam ficar sabendo, né. Isso acaba com qualquer desculpa de bolso vazio, febre alta ou que esqueceu o celular dentro da bolsa. Família e orkut não combinam. Já vi parentes se pegarem, no mal sentido, porque não se atribuiram estrelinhas de confiável.

Gente muito sorridente: Ora, ninguém realmente inteligente pode ser muito feliz em um mundo com crise econômica, aquecimento global e redes sociais que não exigem teste de alfabetização. Não é que eu odeie pessoas. Eu até gosto delas. Prefiro as vivas do que as mortas. Elas riem mais. Se bem que tem muita gente viva que não ri. Eu gosto mais dessas. Valorize seu sorriso. Use com moderação.

Eu: Felipe Luno não gosta de pessoas. Elas ocupam espaço na balada, estão antes de mim na fila do banco e, quando muito velhas, cheiram a naftalina, quando muito novas, a leite azedo. O mundo seria um lugar melhor sem as pessoas. Eu poderia remover os avisos de “não pise” na grama e ir sentado no transporte público, sem trânsito. Se bem que o ônibus não ia andar por falta de motorista, mas aí é outro problema…





Cemitério dos Amores Não-Correspondidos

21 05 2009

Há algo de belo no Cemitério dos Amores Não-Correspondidos. Ele é teu, esse amor, e ninguém pode tirar isso de você. Não é incondicional ou sem limites. É simples: você pode amar a quem quiser, sem troco, sem volta. Afinal, você é o que você ama não o que ama você.

Mesmo assim, é possível revogar as palavras ditas e esconder os pensamentos. Gritar, bem alto: “Hoje, eu já não penso mais em você e me lembro disso todos os dias”. Ou pode ficar em silêncio, sabendo que, muitas vezes, quem cala produz prova contra si mesmo. Não há fórmula ou guia de sobrevivência.

Talvez você encontre uma forma de superar essa falta na décima-terceira colherada no pote de sorvete ou quando escrever 782 caracteres de uma carta de ódio e repúdio.  E, para mim, se engana quem diz que é preciso sofrer para ficar mais forte. Não é questão de sofrimento, não há redenção. Tampouco trata de força. É valor. Porque amor tem preço sim e vale exatamente o quanto você está disposto a gastar nisso sem medidas.

No fim, é questão de se preparar para estar disposto. É se resguardar para, em pouco tempo, estar de braços abertos para passar por tudo isso de novo. Se amar é se entregar, é preciso viver tudo. Cada segundo. E eu quero tudo. Não é sobre o quão forte você bate, mas como pode ser atingido e continuar seguindo em frente. E, acredite, você precisa estar disposto a ser atingido.

E quem diria que Rocky filosofa..





É justo sair com duas pessoas ao mesmo tempo?

7 05 2009

Ok, você tem dois encontros, em dois dias diferentes. Legal, ocupou teu final de semana, mas será que isso é justo com o outro? Até que ponto vale a pena o double-dating. Para responder essa questão com um olhar feminino, convidamos Camila Santana, a @caks do blog Garota Problema. Amanhã, tem post do PinkEgo sobre o caso!

Isso pode realmente acontecer num determinado momento da sua vida…ou não! Mas daí já é outra história. Então você está lá, feliz da vida por ter alguém para ir ao cinema, jantar fora e dar uns amassos, até que, você conhece outra pessoa e como vocês não têm nada realmente muito sério com a primeira pessoa, vocês saem. Como uma pessoa inteligente, você evita ir em algum lugar que a primeira pessoa costume freqüentar. Daí na sua cabeça fica aquela coisa: “não, mas é só uma saidinha, não faz mal pra ninguém…aposto que ele também sai com outras pessoas”. Seu problema fica maior quando você realiza que as duas pessoas são legais e que te atraem de diferentes formas. Então você está saindo com duas pessoas, certo? Ok, bacana, mas é justo?

Primeiramente, é justo pra quem? Pra você ou pra elas? Pra você é bacana, é ótimo se sentir desejado, tendo a atenção disputada, saber que tem compromisso, mas e as outras duas envolvidas? Depende! Sim, depende da profundidade da relação. Pra ela pode ser apenas algo superficial do tipo “não tenho ninguém muito mais interessante mesmo” ou a pessoa pode estar fazendo os planos para o casamento. Vamos contextualizar a situação: eu conheci um cara e nós começamos a ficar. Ficamos algum tempo, era legal, eu não tinha ninguém, ele também não, enfim, dois solitários no mundo. Aí ele começou a ficar estranho comigo e eu perguntei o que estava havendo, ele me disse que tinha outra na parada. Eu não tinha outro, mas eu também não achava que aquilo ia muito além, então, na realidade, eu nem liguei. Acontece que tem gente que liga e aí, meu amigo, a coisa fica feia.

Atualmente a monogamia anda meio fora de moda, mas ainda é muito preservada por alguns. Cabe a você saber as opiniões dos seus parceiros. Geralmente no primeiro encontro a pessoa já solta algumas dicas do que quer para o futuro. Se você conheceu a pessoa na balada, esquece! Balada é pra se jogar e fidelidade ali só com a sua cerveja.

Há casos raros, mas se liga bem na palavra RAROS.

Como pra tudo tem uma saída, vamos lá: se você está só de curtição, se joga na vida amorosa dupla. Aliás, investiga pra ver se seus rolos não têm a fantasia de fazer coisas a três, vai saber, né? Você pode se dar bem, caso essa seja a sua fantasia também. Antes de tudo: cuidado para não se magoar e aqui, também, cabe o ditado: mais vale um pássaro na mão, do que dois voando. Pense que, se administrar um já é difícil, imagine dois! Outra coisa: cuidado com seu celular, as mensagens e ligações. Pra finalizar, pense se você gostaria de estar do outro lado da situação. No final das contas, você já sabe a resposta.





Como Identificar Empata-Fodas e Brindes em Um Relacionamento

6 05 2009

cdn2myxercom

De repente, você se descobre apaixonado. O amor é lindo e vem em doses homeopáticas de mensagens carinhosas pelo MSN. Aí tu inunda teu twitter de links felizes e declarações de amor em 140 caractereres. Esse mundinho particular, experienciado pelos enamorados, só pode ser estragado por um único personagem: o brinde!

O brinde é o(a) melhor amigo(o) do seu amor. É aquele com quem ele ou ela tem mais intimidade e por isso contará tudo a teu respeito. E mesmo com tua paixão dizendo todos os elogios possíveis a teu respeito, o brinde se encarregará de ser o contraponto, mostrar os seus defeitos e miar seus planos de motel para o sábado a noite.

Também conhecido como o empata-foda, um bom brinde não larga facilmente o seu lugar. Não pense que ele irá ceder em ser a companhia oficial de seu namorado para ir ao shopping. É bem provavel que este force encontros a três não para fazer um menage, mas simplesmente com o objetivo de estar presente.

Ninguém chega ao amor a não ser por mim” é o lema do brinde. Ao descobrir que você está saindo com o melhor amigo dele, como uma BFF furiosa, ele irá te adicionar no orkut e stalkeá-lo permanentemente. Não cometa passos falsos. Não mande scraps carinhosos para outros. O empata-foda está atento e irá relatar isso ao seu futuro namorado.

É bem possível que ele se passe por seu amigo. Comente coisas a fim de que você desabafe algumas outras. Fingirá não contar nada ao outro apenas para montar um relatório final e maldoso. Se você arranjar um amigo para fazer um double-dating, ele irá rejeitar ou ser irônico. Ele está ali para incomodar. É capaz de dar em cima de você para provocar alguma reação.

Mas, graças a Deus, os empata-fodas não são a regra. Há melhores amigos de namoradas legais, cujas amizades acabam durando de verdade. Já gostei mais de amigos dos peguetes do que do peguete em si. Mas fique atento, os brindes existem, são espertos, rápidos e estarão prontos para colocar três pessoas na cama desse relacionamento, e não de uma maneira boa.





Manual de sobrevivência para quem espera por um príncipe encantado

17 04 2009

por Cláudio Alves

amc0327l

Somos parte de uma geração que viu desenhos em que o “…e viveram felizes para sempre” era o final de toda a história. Não nos importa se a Cinderela cansou do salto de cristal, se a Rapunzel não agüentou mais ter tanto cabelo e se a Bela Adormecida dormia 14 horas por dias após o casamento. Nosso final era aquele, e por isso começamos a persegui-lo com todas nossas forças (ok, elas costumam se esgotar rápido se você não carrega barras de proteína no bolso).

A busca é longa, we know, nós nos sabotamos no caminho, desenvolvemos planos mirabolantes para ter certeza de que a pessoa vai suportar tudo ao seu lado (o tudo quase sempre inclui muitos amigos seus e um ambiente bastante estranho a ele), fazemos joguinhos emocionais, fazemos drama..Enfim, fazemos tanto que até o Príncipe Felipe pediria para Malévola nos deixar dormir para sempre.

E no fim reclamamos, claro, afinal ele não era o cara ideal, você está cansado de buscar e quer que a pessoa suma para sempre. A revolta por ele não ter o cavalo branco é tamanha que você nem se deu ao trabalho de fazer aquela pessoa entender o quão incrível seria estar com você.

É, amigão. Tá na hora de mudar o jogo. Que tal fazer o papel de príncipe às vezes?

Por isso decidi entregar o ouro. Tá apaixonado por um cara que espera seu príncipe? Quer matar o dragão que fica na frente do castelo dele? Siga as 11 dicas básicas e faça com que qualquer pessoa que mordeu a maça envenenada dê uma abridinha no olho para saber o que está se passando.

1. Música é fundamental. Não force seu estilo, você não precisa ouvir Billie Holliday só porque ele achou incrível. Põe aquele cd de pop tosco velho e faça-o acreditar que a letra da música é incrível (mesmo que a letra diga “sou um trem quebrado de manhã, sou uma vadia de tarde.

2. Não saia do carro para abrir a porta. Não queremos, é cafona. Mas abra a maçaneta por dentro, para o outro só ter que puxar. Finge que foi para a comodidade do outro, sabe?

3. Se o outro disser “não sei o que faremos, não sei se quero peixe ou suflê” escolha por ele. Ok, gente indecisa é chato, mas às vezes a pessoa não sabe o que fazer. Leve-a e não pergunte. Só faça. E, se possível, surpreenda.

4. Mime. Ligações de madrugada agradam quando é sexta a noite. Ou se a pessoa não acorda cedo. Visitas quase inesperadas também (ligue antes para confirmar, nunca se sabe se a pessoa estará extremamente ocupada naquele momento).

5. Vi em diversos artigos sobre príncipes. E concordo: “Certas verdades não precisam ser ditas.”

6. Lembre do que a pessoa não come. Ou o que ela sempre come. Adiante-se ao avisar que o café dela tem que ter duas colheres de açúcar mascavo ou uma pequena de açúcar cristal ou qualquer detalhe do gênero. É atencioso.

7. Não fale de ex com rancor. Melhor saber que vocês viraram amigos do que saber que existe muito ódio. Porém, depois de ficar sério, fale que você detesta seu ex. É o melhor a fazer.

8. Pagar tudo não é necessário. Ok, a gente espera que isso aconteça, mas estamos em época de crise e a cidade tem muitas coisas gratuitas (caso nenhum dos dois tenha dinheiro). As vezes um passeio na Casa das Rosas é muito mais romântico do que ir no teatro e jantar no Terraço Itália (apesar de ser um encontro bom o bastante para você querer um diamante no dedo).

9. Termine um encontro no café da manhã. Pode não haver sexo. Mas veja o sol junto. Fale merda, abrace a pessoa.

10. Ache algo – qualquer coisa – e faça a pessoa guardar. Ou escreva algo – qualquer coisa – e coloque no meio da carteira dele sem ele ver. Isso faz milagres.

E a mais importante:

11. Não seja príncipe na cama. É este o momento certo de virar sapo, e só lembrar que é príncipe no dia seguinte.

PS: E se você cansar de ser Bela Adormecida, Cinderela ou Rapunzel, declare a Chapéuzinho Vermelho para a vida e dispense a procura pelo principe. Afinal, no final, ela é comida pelo lobo, casa com o lenhador e ainda fica com os doces que entregaria para a vovó.(comentário inapropriado por Felipe Luno.)





Como Perceber Que Você Está Sobrando

27 03 2009

ear0879l

Conversas, risadas, toques no ombro, confidências, clima leve e solto. Ah, que delícia. Pena que tudo isso não envolve você, que tenta desesperadamente encontrar algum assunto em comum para trazer o assunto até a sua pessoa. É, meu caro, é desta forma que você percebe que está sobrando.

Como em um menage a trois entre cegos, você fica ali, parado, virando a sua cabeça em direção a quem fala sem saber o que dizer. Tudo parece acontecer tão rápido e a tática da distração é automática: ver as horas no celular, fingir uma ligação, falar que está com sono ou cansado, abrir uma revista ou ficar emburrado.

Chega a dar pânico! Nesse momento, parece que meus pés ficam maiores e eu vou cair a qualquer momento. as mãos ficam tortas e mal seguram uma xícara de café. meu sorriso fica a meia bomba, parecendo que acabei de sofrer um AVC causado por excesso de desconforto e stress emocional. É uma sensação estranha, mas passa.

Mas, falando sério, vale realmente ficar bravo com isso? Movimentar quase todo o seu rosto para parecer que não está contente em estar ali. Talvez você não esteja, de verdade, com a situação que aconteceu. As coisas não saem como encomendado quando Murphy te encoxa e faz carinho, mas enfim, por que não tentar aproveitar isso de uma forma saudável?

Se você está sobrando na conversa, se está se sentindo excluído, tente arranjar outra coisa para fazer, outras pessoas pala falar. Seja simpático. Seja legal. As pessoas tem a tendência a darem atenção a quem fala com elas então exercite isso. Mesmo que a simpatia não seja algo inerente à sua pessoa, emule alguma personagem interpretada pela Meg Ryan nos anos 90 e seja feliz.

Para saber se você está sobrando, fique atento: você não sabe do que estão falando, a conversa parece rápida demais e não há ninguém olhando em sua direção. Você sente uma vontade enorme de falar sobre você, você e você mas os assuntos se esgotam rápido. Há contato físico entre eles e você está na poltrona ao lado. Você está no mesmo sofá, mas eles estão se pegando. Enquanto você vê Zorra Total, eles estão procriando ao teu lado, sem te convidar pra festa. Você se sente como um bolo na festa, mas que ninguém quer apagar a sua velinha. Você sente vontade de mandar um SMS pra sua terapeuta e ligar para a sua mãe. Sair daqui e ir pra Bubu parece uma opção viável. Sair dali e ir para a rua de madrugada parece atraente. Dormir soa sexy. Depressão parece uma boa meta de vida.





Como Sobreviver a Um Fora e a Vida Após a Fossa

21 01 2009

 

Não é você, sou eu que não estou a fim mesmo.

Não é você, sou eu que não estou a fim mesmo.

 

Não é a primeira vez e nem será a última. Pegue o pote de sorvete, o tubo de Pringles e a Coca Cola Light e um filme da Meg Ryan under-40. Você tem todo o direito de curtir a sua fossa pós-fora pelo tempo que quiser. Mas faça-o com classe, moderação e bons modos.

É triste, eu sei. Você super não esperava, apesar de seus amigos já terem avisado. Até recados no orkut já davam conta de que o gato havia subido no telhado. Há quem se tranque no quarto e coloque Radiohead pra tocar. As músicas são tristes, o vocalista é feio e dá pra murmurar chorando na janela do quarto. Eu preferia a chamada blocterapia. Colocava Bloc Party pra tocar até me acabar. Ou até os Cds deles acabarem de tocar. Mas isso foi antes da fase Mercury, dos playbacks e shows meia-boca.

O que não pode mesmo é pagar de miguxa no MSN. Colocar mensagens deprimentos no subnick e reclamar da vida para os amigos dando uma overdose de mau humor mal amado. Se fizer isso, saiba que irá receber conselhos com a profundidade da filosofia da músicas da Pitty com mensagens a.k.a |shut up, please| como: |Ah, mas ele não te merecia. Você está melhor sem ele|, |O que é teu tá guardado|, |Olha, você vai ver. Quando a gente menos procura, aparece|.

Antes de beber água sanitária, cortar os pulsos com faquinha de rocambole Panco e comprar um exemplar de O Segredo, procure tentar atividades saudáveis de distração. Eu tenho tentado correr ultimamente. E acredite, é bem difícil lembrar das dores amorosas com aquela dorzinha na barriga típica de sedentários.

Tenho uma amiga que vai a baladas ruins para se sentir gostosa, outra que liga pra um ex que ela deu um fora para se sentir melhor e um colega chama os amigos para partidas de jogos de tabuleiro. Quando é WAR, a coisa foi grave. Sempre termina com as pecinhas voando pelo ar, parando na garganta do cachorro e gritos de: |O jogo é meu, eu ganhei|. 

Bom, se você tem dinheiro, vale passear no shopping e comprar algo. Se você gosta de comer, vale pedir um Taco ou descer a Augusta. Vale até ver o Fale que Eu Te Escuto com o telefone na mão. Já liguei pra Polishop, só pra papear com alguém, acredite. Tome um AAS como se fosse Rivotril e se engane um poquinho, é teu direito. Afogue as mágoas na piscina do SESC mais próximo.

O que vale mesmo é perceber que vai passar, que você vai ficar bem e arranjar um ourto alguém pra dar certo (ou se decepcionar). E, bom, se não rolar, você pode sempre pegar meu MSN e pedir meu telefone.





Padronização de Encontros, Saídas, Datings e Afins

14 01 2009

 

Fair Play - Dating como esporte. Padronização Já!

Fair Play - Dating como esporte. Padronização Já!

 

Quando sua vida afetiva e sexual vai mal e você começa a considerar a castração química como uma forma de evitar frustrações, meu amigo, algo precisa mudar. Você precisa sair, conhecer pessoas novas e sair dessa historia de ficar papeando com desconhecidos que, muito provavelmente, se passam pelas mulheres que você conversa no MSN.

Agora, se assistir Zorra Total com a sua mãe no sofá da sala já é ruim, pior ainda é sair com alguém sem saber se é ou não um verdadeiro date (ou encontro). Muitas opiniões diferentes são levantadas quando a gente fala sobre encontros. Alguns dizem que o que define é o lugar, outros falam sobre o convite e a forma em que ele é feito. 

Eu costumo seguir o padrão americano. Nada de beijos no primeiro encontro, mas também sem levar a acompanhante até a sua casa, já que ela pode morar em Cangaíba e aí, no way! Aqui no Brasil o que impera é a pegação total, onde o convite para sair é um date implícito podendo rolar cama, mesa e banho, não necessariamente nessa ordem, mas talvez com café da manhã grátis dependendo do motel.

Para evitar apuros, desilusões e tardes de mágoa assistindo a Sonia Abrão, o PinkEgo propõe a Padronização Universal das Regras sobre Encontros (ou PURE, gostou?). Claro que estou me baseando num modelo um tanto quato do ponto de vista masculino, mas acho que ajuda a gente a chegar num denominador comum sem ter que chamar o Celso Russomano.

Primeiro Encontro

Ok, quer levar ao cinema? Escurinho, filme gostoso, poltronas confortávels, clima bom, né? Se quer levar ao cinema, tem que pegar. Nada de enrolar. Pode ser Cinemark ou Belas Artes. Levou, pegou, por favor. Quem quer conversar, que vá tomar um café no Starbucks ou até mesmo passear na FNAC. Baladas, também. Nada de levar bolo pra festa. Só leve se for como amigo, para caçarem juntos ou pra ter alguém pra te levar pra tomar glicose no Hospital das Clínicas. Para deixar claro, diga algo como: “Hey, vou ao Vegas amanhã. Aparece lá!” e não “Vamos comigo ao Vegas amanhã?”. Pescou a diferença?

Apesar de ser contra, sim, vale beijo no primeiro encontro, mas pegue leve na pegação. Deixe um gostinho pra uma nova saída e garantir novas estradas (ui!). Não, você não precisa levá-lo(a) para casa, a não ser que seja para a sua casa, para um after date, mas dessa parte eu ainda não elaborei a filosofia.

Convite

MSN e Telefone vale. SMS são legais, mas tente combinar tudo com antecedência, com pelo menos 24 horas. Aí dá tempo de ela acertar o cabelo devidamente e de ele fazer a barba (ou não, caso você curta comunistas). 

Tente deixar claro as suas intenções. Se é um encontro de amigos, haja como tal. Mas se é um date, apele para as ferramentas mais básicas e bobas de sedução como risadinhas, piadinhas de duplo sentido e tiradas inteligentes. Atenção: escrever “rsrs” no MSN não é NADA excitante. Evite.

Num date, não vale convidar terceiros (a não ser que planeje um menage, mas vale consultar o futuro parceiro antes). 

Durante o date

Checar o celular o tempo todo é chato. Dá a impressão que você está olhando as horas para ir embora. Atender a mãe durante o encontro também é chato. Evite. Falar de ex-namorados, chefes e histórias sobre seu cãozinho de estimação também é bola fora. 

Ah, o olho no olho, esbarrar de vez em quando ao andar na rua e tocar os ombros ou braços do outro vale alguns pontinhos. Não faça isso se não estiver in the mood. Vamos evitar mal-entendidos (e não estou falando de bichas malvadas).

No pós-date

Mandar uma celular é nice. Deixar um scrap também. Ligação vale mais pontos. Mesmo que não curtir, seja bonzinho sem dar muitas esperanças. Se gostou, por favor, não seja blasé. Vamos iniciar uma época baseada em feedback, baby, e é sempre bom saber exatamente onde estamos pisando. No entanto, isso não significa começar DR desnecessárias. Um pouco de sagacidade e esperteza emocional é requisito básico.

Sua colaboração

Se você não acha justo alguma das propostas ou acha que algo deveria ser incluso, por favor, deixe um comentário. Help me help you e vamos padronizar os dates, encontros e afins.





Como Detectar (Pelo Sexo) Se o Seu Relacionamento Está Falido

19 12 2008
We Were On a Break!

We Were On a Break!

Muitos relacionamentos estão condenados à crimes passionais desde o início, com a torcida pelo impeachment daqueles que observam passivamente (ou ativamente, dependendo do caso) pelo fim da pegação mal resolvida.

É preciso ficar atento pra saber se você, meu caro, não está ficando para trás. Pior do que batom na cueca é encontrar camisinha de morango na carteira do parceiro se você é alérgico a frutose. E se, de repente, a pessoa ficar boa no sexo, com novos truques, pode ter certeza que você foi trocado. Ninguém aprende novos movimentos com filmes pornôs, a não ser que sejam episódios especiais, didáticos, exibidos em um Discovery Sex.

Chega uma hora em que tudo vira motivo para brigas, seja o orkut, twitter ou quem deve ganhar o Ídolos 2008. Se escolher entre o show do Keane e Radiohead parece uma heresia para você (Readiohead, lógico), mas para ele não, está na hora de trocar o companheiro e começar a ver outras pessoas.

Há quem leve o rolo para sair com amigos, mas levar namorados para a balada é como levar camisinha para o acampamento da igreja aos 13 anos. Ela estará lá, ocupará espaço, mas provavelmente você não irá usar como deveria. É como as bebidas da adega do seu pai que ninguém bebe, a não ser a empregada.

Aí começa-se a usar desculpas como “não posso sair, estou vendo a final do compeonato internacional de bocha na ESPN” ou “minha vó perdeu a dentadura e estou ajudando a procurar” ou “não quero ir motelar hoje porque perdi minhas lentes de contato”.

É mais justo, assim, pra todo mundo, quando se decide sair com novas opções, alternativas, mesmo sem terminar totalmente o namoro. Claro que pode rolar uma reconciliação (ou não), mas pelo menos, com essa folguinha que se dá um do outro, fica mais fácil perceber se deve voltar ou não para quem já conhece.

Então, querido leitor, aprenda a flertar, compre cuecas novas, deixe de se acostumar com uma vida sexual mediana baseada em transporte público lotado. Por que ficar excitado assistindo a Pantanal é um indicativo de que algo não vai bem e, por favor, nada de ser pudico nesta sexta-feira.