Escolha seu próprio Armaggedon e seja feliz!

20 03 2009

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Se o Armaggedon está perto, melhor não arriscar. Bruce Willis está velho, Steven Tyler aposentado e Liv Tyler vive de comerciais de perfume, então, não há salvação fácil. O melhor a fazer é escolher o seu salvador pessoal, aceitá-lo em seu coração e torcer para ter a sorte de ter feito a melhor opção.

Guerras religiosas são chatas. Bíblias e outros livros grandes são atirados pelas fronteiras de países. Pregadores são guerreiros chatos. Padres e pastores fazendo guerrinha de água-benta. Legal mesmo era ver batalhas como em 300. Que os céus me perdoem, mas ateus lutam melhor e, graças a Deus, Hollywood é judia mas não tem medo de fazer sangue, suor e lágrimas jorrarem das telas IMAX.

Poucos assuntos são tão polêmicos. Há famílias que trocam o peru natalino por uma folhas de alface. Converteram-se rigorosamente ao vegetarianismo e santificaram a vaca. Mal sabem que com isso, deram gás ao aquecimento global, ao desmatamento da amazônia e influenciaram novas canções sobre vacas, animais, vida no rancho e outras coisas que sertanejos gritam.

Com tanta chuva em São Paulo, carros boiando e pessoas inaugurando o novo piscinão metropolitano, não dá pra duvidar que exista, em algum ponto da cidade, um homem chamado Noé, com uma arca cheia de bichos e pessoas importantes como Clodovil e Angela Bismarchi. E não, você não foi convidado.

Imaginemos algo cinematográfico, com meteoritos caindo, terra tremendo e inundações. Medinho, né? Bom, isso, na verdade, já acontece todos os dias. O mundo termina a cada dia que passa e a gente mal percebe, é so ver o FML ou o VDM.  Com tanto vilão como Bin Laden, Bill Gates e Telefônica, fica difícil ter medo do Diabo, um cara que mora embaixo da terra, usa vermelho e gosta do calor. Soa meio micareteiro e piegas.

Se o mundo acabar, que seja em barranco para que os brasileiros fiquem encostados. Ou, se preferir, que se acabe em doce para que fiquem melados. Nessa terra onde não acontece nada, a desgraça cotidiana é tão grande que fica difícil não torcer para que o fim chegue e a gente possa ver como é. E se, no final, Obama, Lula e Steve Jobs forem mesmos salvadores do mundo, grandes messias, que seja assim. Afinal, o que não falta é coisa para ser salva. Jesus, apague a luz.

Não se esqueça de participar da nossa “Promoção: Essa História daria um filme!”





Sobre Jesus, Madonna e Como Se Tornar Indie

21 12 2008

Sábado a noite, dia internacional da vadiagem e falta de vergonha na cara e os celulares nao atendem. Um silencio no twitter e MSN vazio. É nessas horas que eu pergunto onde estao as pessoas solteiras, promiscuas e bonitas de São Paulo? No show de Madonna? Talvez.

Fica dificil pra gente que nao é muito chegado a tradicoes entender porque as pessoas somem e ficam boas no final do ano. Se bom fosse realmente bom, Crianca Esperanca daria ibope. Claro que eu respeito o calendario holandes e as comemoracoes irlandesas, mas as celebracoes cristas andam meio fora de moda, nao?

Eu gosto de Jesus. Ele é um dos meus barbudinhos preferidos, com todo o respeito, junto com o Che, Camelo e Marx. Gosto do menino Jesus tambem apesar de achar triste que ninguém dá bola para os Treis Reis Magos.

Poxa, eles estavam lá! Seguiram uma estrela no céu e chegaram na hora certinha, levando presentes e tudo. E oura: eles eram tres, eram reis e magos! Hoje em dia ou se é presidente ou macumbeiro. Ninguém mais é rei ou mago.

Agora é hora de scraps coloridos no orkut, de mensagens aleatorias distribuidas pelo msn e dos maravilhosos e-mails encaminhados de boas festas, traduzidos do tupi ao croata. Entao é Natal e o que voce fez, pergunta Simone, com sua voz inesquecível, naquele Powerpoint que sua tia te encaminhou.

Pra descansar de tudo isso, nessa semana o blog vai publicar a série Como Se Tornar Indie, dividida em 7 passos. Na verdade 6, porque descansarei no sétimo dia.





O desafio

10 07 2008

“The making of a great compilation tape, like breaking up, is hard to do and takes ages longer than it might seem. You gotta kick off with a killer, to grab attention. Then you got to take it up a notch, but you don’t wanna blow your wad, so then you got to cool it off a notch. There are a lot of rules.”

Rob, personagem do filme “High Fidelity” (Alta Fidelidade)

É isso aí. Criar um top 5, ou no caso, um top 6 é uma arte. Não sei se consigo, mas como boa amante de música, vamos lá.

Aliás, por falar em amante, decidi manter minhas luvinhas S&M and rock your weekend, baby. Por isso minha compilação é o que você pode chamar de exciting. Let’s do it. ;)

1. Gotan Project – Santa Maria del Buen Ayre

Nada mais apropriado para abrir o fim de semana. Um tango meio eletrônico, pra esquentar.

2. Madonna – Erotica

A boa e velha (alguns discordam do velha, mas todo mundo concorda que ela é boa…in many ways) Madonna, pra dançar e extravasar. Ela é a melhor amiga de todo mortal na noitche.

3. Björk – Big Time Sensuality

Tá, tudo bem. Um monte de gente (e provavelmente você também) acha a Björk maluca. Excêntrica. Ou pior. Mas ouça essa faixa. Se você não pular, não dançar, ou não se sentir a bitch mais gostosa do universo…vai ver a Bridget Jones embaixo do cobertor, vai.

4. Vive la Fête – Noir Désir

É o ápice da sua noite, ma biatch. Os gritinhos agudos de Els Pynoo lembram sabe o que né. Então siacabe na música, na bebida, na dança, no bofe e no que mais você quiser. Só não vale me ligar mailocoqueobatima depois. É Vive la Fête. Vive la fête!

5. Lou Reed – Vicious

Um pouco menos dancefloor, mas não menos contagioso. Tem como não aceitar o convite de quem solta um “Oh baby you’re so vicious”?

6. The Cardigans – Lovefool

Love me, love me. Saaaaay that you love me. Tá na fossa já, na ressaca? Enfia o pé na jaca e curte o fim de noite. Mas nada de acabar com a vibe sexy da minha playlist.

PEB (Editado): Não sei se alguém reparou, mas para ouvir as músicas é só clicar em cima dos nomes que a página redireciona sozinha pro player do podcast. ok?

Câmbio desligo.





Bala dura da Madonna já tinha sido mastigada

4 06 2008

Aproveitando o clima do lançamento de seu novo vídeo clipe, Give It 2 Me, resolvi marcar minha primeira participação no pinkego, tecendo uma crítica ao mais novo álbum da Rainha Pop. O Hard Candy não está mais tão fresquinho, mas acho que ainda não estragou…

Uma pena Madonna ter decidido abrir mão de ser uma trendsetter para simplesmente se tornar uma seguidora das tendências mastigadas previamente por Nelly Furtado e Britney Spears.

Em seu novo álbum ela aposta (tardiamente) nos sintetizadores oitentistas aliados à percussão carregada da música black. Os produtores Timbaland e Pharrel Williams marcam a produção (deixando claro, estilisticamente, as faixas em que participam – o que prejudica a unidade do álbum).

A produção é minimalista: nada muito extravagante. Algumas faixas podem até soar como um demo e não uma versão final. Give It 2 Me, por exemplo, parece contar com o ritmo de um tecladinho Cássio mesclado com música circense.

Quanto às letras, em Confessions On A Dance Floor nos acostumamos novamente com as letras superficiais. O espanto é que neste novo material a pitada black faz Madonna “requebrar até o chão” na faixa Heartbeat, “ficar burra” na faixa Give It 2 Me e ela ainda nos ensina que “yo soy loco means you drive me crazy” na Spanish Lesson.

Outro fator que surpreende é o encarte: como se não bastasse o photoshop ruim realizado na capa, o encarte repete o mesmo mau gosto por todas as páginas internas. Tipologia duvidosa, figurino patético, recorte brusco da imagem. Arrisco dizer que o grande feito aqui é ter superado a capa de Blackout, provavelmente, concebida por um estagiário mal pago.

A primeira ouvida, parece bastante indigesto. Se você se esforçar e ouvir mais algumas vezes na tentativa de poder dizer pros amigos “ah, mas é Madonna, foda-se”, pode salvar 5 faixas no final.

As 5 que consegui engolir foram: Miles Away, She’s Not Me (que seria melhor sem a participação irritante de Pharrel Williams), Dance 2night, Devil Woudn’t Recognize You e Voices.