Casa Nova, Cara Nova e Atualizações

2 10 2009

Quase um ano e meio de blog, mais de 50.000 visitas e é chegada a ora de usar endereço de gente grande! Agradecemos o tempo que passamos aqui no wordpress, mas agora o PinkEgo será acessado pelo endereço: www.pinkego.org

Para que a mudança não pegue ninguém de surpresa, os textos ficarão por aqui até o dia 15 de outubro. Mas não se acomode! Atualize seus favoritos e o seu feed pra continuar recebendo as atualizações normalmente:

RSS: http://www.pinkego.org/bog/rss.xml

Logo mais tem post novo, gente nova e algumas seções e serviços diferentes!

Sim, estou animado. Não, não é perspectiva de sexo. Pare de especular e acesse o site.





Menino da Lua

23 09 2009

por Renan Marin

Sobre todos os dias inquietos, dias de calor infernal e de batucar em mesas e estantes. Dias iguais, diferentes, dias de céu azul, dias que só acontecem aqui, dias de quem não tem tempo pra pensar, dias pra achar desculpas, pra fazer pratos gelados de doce para após o jantar.

Sobre todos os dias que encontramos as desculpas mais absurdas apenas pra justificar nossa falta de vontade, nosso fraquejar. Sobre as músicas que ouvíamos e deixamos de ouvir, sobre a rádio que cansamos de sintonizar, sobre as pessoas que continuamos amar, sobre os passos que poderíamos ter dado e não demos. Sobre o fim de tudo, os princípios que existem desde que o mundo é mundo, sobre a camisa mal passada, sobre contar o que sonhei a noite pra ele, que sempre estará ali pra escutar.

Sobre banho de mar.

E também sobre os domingos de sol, comer fruta embaixo de árvore e sentir formiga beliscando a bunda, sobre feridas que cicatrizam, pois elas sempre cicatrizam. Sobre provas que tinham semblante de piores do mundo, sobre deitar no chão do quarto com a luz desligada e esperar o tempo passar. Sobre os perfumes característicos das épocas dele, sobre presentes que comprávamos quando o dinheiro era fácil, sobre beijos escondidos e amores platônicos que seriam pra vida toda até o próximo amor.

Sobre velhos amigos, sobre filmes que todos viram – menos você, sobre como pessoas significam mesmo através dos anos, sobre o primeiro fio de cabelo branco, sobre credibilidade e a possibilidade de esgotamento desta, sobre listas de supermercado, festas nos apês.

Sobre Brasil, London, Amsterdam, NY. Sobre o que está longe, o que está perto, o que desejamos, o que perdemos, o que nunca ganharemos, o que sonhamos, o que comemos, o que sangramos, o que acreditamos.

Sobre nós dois.

O futuro, o ontem. O que se passa e o que jamais irá acontecer. O que planejamos.

Sobre o que lembramos, sobre a vida e o que ainda viveremos nela.

Sobre ele, o menino luno, da lua. Que eu amo, e que jamais vai sair da minha vida.





Blog das 30 Pessoas

17 07 2009

Projeto colaborativo liderado por Lucas Guedes, o Blog das 30 pessoas serve como espaço plural, onde idéias e pensamentos se encontram por meio de diferentes autores. Eu, Felipe, fui convidado a participar e posto lá, todo dia 28 de cada mês, um texto pouco diferente do que estão acostumados a fazer por aqui. A iniciativa tem dado certo. Segue abaixo a matéria públicada no Portal UOL/ Vígula sobre o projeto:

O blog dos 30 ‘eus’ se difere dos manjados coletivos literários

por Gustavo Miller

Em um momento em que os blogs viram filtros de notícia e ficam mais parecidos com os portais da internet, surge uma iniciativa que tem a cara da dita blogosfera de alguns anos atrás – escritores que usam a página para escrever, não importa o espaço e o  assunto.

Liberdade total onde o texto predomina – são crônicas, críticas, fotografias, poemas, poesias, enfim, o que sair da cachola de 30 cabeças pensantes. Conheçam o Blog das 30 Pessoas.

No ar há quase 2 meses, o projeto reuniu um time de 30 blogueiros, de perfis muito distintos, para escreverem no site apenas uma vez por mês. Todo dia é dia de algo quente e de autoria diferente. O resultado é pra lá de interessante e deixa a seguinte pergunta no ar: como ninguém pensou nisso antes?

O Virgula conversou com o jornalista paulistano Lucas Guedes, de 28 anos. Ele é o criador do site, mas faz questão de dizer que o site é um grande coletivo, uma comunidade de 30 “eus”.

Como surgiu a ideia do blog? Foi inspirado em algum projeto semelhante?
Tenho outros blogs, mas o que mais escrevo, desde 2005, é o condussão. De uns tempos pra cá, pela correria do dia a dia, eu postava muito pouco e quando via meu blogroll percebia que a maioria dos blogs linkados também não estava atualizada. E eu sabia que era por falta de tempo ou, talvez, preguiça dos blogueiros. Então pensei: “poxa, seria bacana um blog em que cada pessoa escrevesse apenas uma vez por mês, pois não teria desculpa por não postar”. A pessoa escreve hoje e tem 29 dias pra pensar no próximo post! Sei que há outros blogs coletivos, mas com esta organização, em que cada um escreve um post por dia, durante 30 dias, desconheço.

Como foi a seleção dos blogueiros? São pessoas que escrevem sobre temas variados ou são apenas seus amigos?
Foi muito mais fácil do que eu imaginava. Lembro que tive a ideia e já saí convidando as pessoas por e-mail, MSN, Twitter, Orkut e SMS. Para minha surpresa, em menos de duas horas já tinha recebido respostas positivas e entusiasmadas. Apenas uma pessoa não aceitou, alegando falta de tempo. Primeiramente, chamei os blogueiros linkados no meu blog. Há alguns amigos, mas também pessoas que nunca vi, mas que sempre admirei e acompanhei seus blogs. Sou um viciado em leitura de blogs, se pudesse, passaria horas lendo. Como conheço muitos blogs, escolhi aqueles que tinham um diferencial entre si, mas com um certo talento para escrita. Há gente de diversas áreas, como medicina, fotografia, poesia, educação, arquitetura, psicologia, vendedora de pastel, ajudante de obra e até pessoas que nem têm blog. E de várias regiões, como Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Espanha, Argentina… A quem aceitava o convite, eu mandava outra mensagem pedindo foto e um perfil e aos poucos fui atualizando. Cada um entra com sua própria senha e eu não tenho acesso a nenhum texto antes da publicação, apesar da insistência de alguns em quererem me mostrar seus posts. O blog não é meu, é nosso. Não edito nada. Desde o começo foi tudo muito colaborativo e assim tem sido.

Criar um coletivo literário desses foi algo bem comum no Brasil há alguns anos. No que o Blog das 30 Pessoas difere?
Os coletivos sempre existiram, mas percebo que a cada dia surgem centenas, talvez milhares, de blogs, cada um com um estilo diferente, mas sempre valorizando o “eu”. Um blog como o das 30 pessoas tem pelo menos 30 “eus’” sem contar a importância dos comentários que acabam sendo uma extensão de cada post. O fato de não ser imposto nenhum tema comum também é um diferencial. Além disso, a maioria dos blogueiros não se conhece pessoalmente e seus blogs são bem diversos. Entretanto, logo que fechamos o grupo dos 30, criei um grupo de e-mails e a galera já ficou superamiga, marcando encontros, propondo festas e eu achei isso muito bacana. Acabamos criando uma comunidade, sabe? Apesar de não nos conhecermos todos, há uma sintonia na escrita que nos une.

Existe a ideia de transformar o blog em algo maior? Um livro, por exemplo?
No começo, o lance era só juntar um grupo de blogueiros bacanas e deixar que cada um pudesse se expressar da maneira que quisesse, uma espécie de festa, um sarau ou algo assim. Não foram impostas regras, nem padrões, apenas uma orientação, que fossem posts autorais. Sinceramente eu fiquei surpreso com a empolgação das 30 pessoas. Ninguém deixa de postar, pelo contrário, há uma certa preocupação em fazer bonito. Todos têm caprichado e há um texto mais interessante que o outro. Neste sentido me sinto um pouco headhunter, pois ‘”descobri” pessoas talentosíssimas que mal tinham noção deste talento. Ainda é cedo para pensar em algo maior, mas, se continuarmos assim, há grandes chances de publicarmos algo no papel, talvez uma antologia, quem sabe?

Como vem sendo a repercussão do blog desde sua criação?
É tudo muito incrível, estamos ainda na metade do segundo mês e temos recebido muitos e-mails de gente querendo entrar para o blog, o que nos deixa felizes. Não sou muito ligado a números, mas neste curto período de 45 dias foram quase 8 mil visitas. Recebemos mensagens de algumas empresas de marketing oferecendo espaço para anúncio e há estudantes universitários querendo usar nosso blog como case para seus trabalhos de conclusão de curso. Não somos os primeiros a criarmos um blog coletivo, nem seremos os últimos, mas estamos felizes com os resultados, não apenas numéricos, mas principalmente por termos conseguido agregar blogueiros e leitores tão especiais.

Você já viu o Blog dos 30, que surgiu depois da sua página?
Um amigo me mostrou. Fiquei p. da vida e escrevi um e-mail irado e irônico pro garoto (do blog). Depois me arrependi do tom com o qual o abordei, mas com a total consciência de que quem estava errado era ele. Não há problema algum em inspirar-se num blog e criar outro. O problema é que ele copiou, não citou a fonte e ainda disse ser uma criação dele. Depois que mandei o e-mail, ele assumiu o erro, mudou algumas coisas e pediu desculpas.

O blog não pode ser um portal de blogs?
Ainda não pensamos nesta ideia, mas o que queremos, de verdade, pelo menos por enquanto, é que seja apenas um blog com 30 pessoas escrevendo diariamente, um ciclo que pretendemos não deixar parar nunca. Criar um portal de blogs é uma ideia ótima, mas perderia um pouco o nosso sentido. Cada um tem seu blog particular ou seu Flickr, Twitter, etc, mas o Blog das 30 pessoas é nosso ponto de encontro.





1 Ano de PinkEgo – Feliz Aniversário

14 05 2009
Desenho por Rafael Nunes

Desenho por Rafael Nunes

Fiascos sociais, erros de julgamento e senso moral duvidoso costumam resultar em sociopatas desajustados, que saem por aí cometendo crimes como ouvir música em alto volume no metrô ou estacionar ao lado esquerdo da escada rolante. Bom, eu abri um blog.

No começo, era uma forma de reunir (e fazer) amigos, juntando textos legais sobre cultura e arte. Não demorou muito para que meu ego tomasse conta do espaço. Com o tempo, eles deixaram de atender as minhas ligações. Achei que tivessem perdido os seus celulares mas não, eu que perdi os amigos mesmo. Mandei a arte e a cultura para o espaço e me dediquei ao cotidiano das célebres pessoas comuns como eu.

Com o score social negativo, não posso dizer que me arrependa. O PinkEgo acabou se tornando uma ótima forma de conhecer gente legal, que parava por aqui sem querer enquanto procurava algo realmente útil pelo Google. E para eles eu escrevia todos os dias, ou quase todos os dias, ou de vez em quando, dependendo do momento da minha vida e da disponibilidade de Dan Tops no supermercado.

Aqui pude contar histórias que se perdiam nas mesas de bares entre assuntos mais interessantes, fatos que não dava pra discutir nos breves momentos de conversa durante o trajeto do elevador e papos que eu jamais poderia ter com minha mãe, preocupada em manter o estoque do meu estabilizador de humor abastecido.

Neuroses à parte, queria agradecer a todos (com poucas exceções) que entraram por aqui nesse 1 ano e compartilharam comigo alguns desses momentos tão estranhos, mas especiais. Muito obrigado por terem sentido cada pontinha de vergonha alheia, por qualquer senso de reprovação, pelas expressões de “oh no, he didn’t”, por terem se identificado com algumas histórias, por repassarem a amigos. Aparecemos até no Trabalho Sujo, e olha, valeu o susto do roubo indie.

Escrever um blog é, às vezes, produzir prova contra si mesmo. Estar disposto a aceitar a contradição, ver que, com o tempo, a opinião da gente muda e que a idéia dos outros muda a gente também. Eu resolvi falar para ouvir o que você tem a dizer. Esse é o preço do meu sossego. Quanto vale o teu silêncio?

O trecho abaixo é por conta de Marcela Prado, de longe, a maior comentadora deste blog:

Pois é, não que o Pink Ego completou um ano? Um ano, minha gente. E acho que eu me lembro da inauguração. Ou não? Ele veio antes ou depois do twitter? Não sei ao certo também. No início eu mal conseguia seguir, tamanho o número de atualizações, e eu o invejava com minha preguiça costumeira, de quem mal atualiza o blog uma vez ao mês. Lembro que eu não entendia muito bem o que era isso aqui, era um blog de várias pessoas, de uma menina, de um menino?Não sei, não sei, pensava perdida. Com o tempo fui entendendo que se tratava do blog do Felipe Luno, e que ele era tão azarado quanto eu em seus relacionamentos, o que de certa forma me confortava. Isso foi cruel? Talvez sim, mas é verdade, eu ria e pensava, ufa, não sou só eu. E sabe, eu também já entrei algumas noites no bate-papo da UOL, mas é o tipo de coisa que eu só confessava depois de algumas tequilas. Mas o Felipe confessava (ou ironizava, ainda não sei ao certo).
Também nunca entendi aquele post em que ele declarava não ter umbigo. Seria uma metáfora para dizer que não acreditava em Deus? Seria o jovem rapaz vítima de um terrível  erro médico? Ou seria uma hérnia? Jamais saberei.
E por falar em posts antigos, tem outro que eu sempre me lembro. Foi quando ele escreveu que é um tanto desanimador ver a namorada cortar as unhas do pé pelada. No dia que eu li, pensei nas várias coisas horríveis  que eu já devo ter feito sem perceber. Será que foi por algo assim que aquele cara sumiu? E aquele meu primeiro namorado, que era quem cortava minhas unhas porque eu tinha preguiça, será que era brochante pra ele? Eu não me lembro se eu estava vestida naquelas ocasiões, mas espero que sim. E por que a Adriane Galisteu se depilando é excitante, mas a moça cortar as unhas não? Por quê? Por quê? Não sei, mas por via das dúvidas é bom seguir o conselho, cortador de unhas e nudez não combinam,  é uma atividade tão desastrosa quanto querer ao mesmo tempo ouvir seu i pod, passear com o cachorro e vigiar seu pequeno sobrinho ruivo de nome bacana

Um muito obrigado, mais do que especial, a Ana Freitas, Mariana Araújo, Rodrigo Sanchez, Alexandre Matias e pra você também =)