Ok, desde que trepa-trepa, pega-pega e esconde-esconde deixaram de ser brincadeira de criança, parte da graça da vida foi perdida. A inocência se foi, é verdade, mas quando cócegas se transformaram em tesão, um novo mundo de pequenas e grandes coisas interessantes se abriu a nossos pés e mãos. Sem comer a fruta proibida seria impossível, por exemplo, curtir o projeto WLFT, do fotógrafo Rodrigo Novaes.
WLTF, ou Would Like To Fuck (joga no Babelfish), é uma publicação e projeto online fotográfico ao melhor estilo magazine, com um conceito editorial simples e simpático. Nas palavras do idealizador:
“Os colaboradores interpretam o tema da maneira que quiserem, não há nada que especifique como o tema deve ser explorado ou representado. O simples ato de me enviar uma imagem implica que aquilo é o que excita a pessoa, e com isso quando vejo as imagens tenho que aplicar à elas o “filtro” WLTF e tentar ver o que a pessoa que as enviou vê”, aponta Rodrigo.
Observar as fotos exibidas no site da WLTF é um exercício de reflexão sobre sexualidade e desejo sexual por meio de perspectivas de outras pessoas. Esse processo de interpretação, que é tão particular, de definir o que excita ou não, também levanta questões sobre a normalidade e o que realmente é sensual. Se é que há um conceito sobre esses termos.
As imagens contam histórias e, mais do que simplesmente retratar, revelam mais sobre o autor da foto do que ao fotografado. Não há filtro, não há temática ou consenso a não ser, simplesmente, WLTF:
“O que peço aos contribuintes é que sejam honestos com eles mesmos e que se permitam explorar seus olhares e desejos e que enviem tudo isso a mim para que depois eu possa reunir e fazer com que essas visões dialoguem umas com as outras. Nisso entra um dos conceitos centrais para a edição de imagens: a justaposição. É neste momento que as imagens começam a “falar”, contar suas histórias. Claro que o maior peso das imagens é sobre o corpo humano de alguma forma, e não aplico nenhuma regra de censura, não quero imagens que se limitem de acordo com os padrões do “bom gosto”, porque isso só produz imagens frias e distantes. Dentro da WLTF há muitas imagens que poderiam ser descritas como de mau gosto, mas dentro da justaposição elas adquirem novas formas”, fala o editor.
O fator X da WLTF, mais do que questão de gosto e desejo, é por ser um projeto que desvenda, foto a foto, um pouco daquilo que pensamos sobre sexualidade, sexo e desejo. Pelo olhar do outro, podemos descobrir o que atrai, ou não, e contemplar alguns guilty pleasures sem a menor culpa. Culpe o fotógrafo, leitor! E você, o que te excita?
WLTF: http://www.wltf-mag.com/
PEB: refletindo sobre minha própria sexualidade e aquilo que gravita no meu campo sexual (sim, eu tenho um), saí por São Paulo, com uma câmera na mão e uma idéia dentro das calças, digo, da cabeça, para registrar algo que me excitasse. Não encontrei. Sorte que acessei o Pink Ego e meus problemas acabaram. Resultado: ![]()




