Hoje é Dia de Maldade – Episódio: Mães do Mal

13 01 2009

 

Mãe por mãe, prefirimos Rachel a Lara Croft

Mãe por mãe, preferimos Rachel a Lara Croft

 

Ah, o verão, o calor, a cidade lotada de gente que pensa que confunde o aerosol na hora de passar desodorante e acha que Metrô é Micareta pra tocar a última da Claúdia Leitte versão remix. Aliás, ela ainda está grávida?

Para nos vingarmos Suzana Vieira, Bush e Flora, vamos dar uma sapatada nos inimigos e mandar um beijinho doce para a inveja alheia em mais (?) um episódio de Hoje é Dia de Maldade.

Para fazer o mal, não basta mandar sequestrar, torturar com Metropolitana FM ou oferecer doses incontroláveis de açaí ao som de Beijinho Doce. Isso é coisa para amadores. O que é realmente mau é formado pelos pequenos pânicos do dia a dia e nada melhor do que as mães. 

Elas guardam silenciosamente raiva de seus filhos, que causaram estrias nas suas pernas, aumentaram sua cintura em 2 números e expandiram sua celulite. Não, ter filho não dá celulite, mas elas preferem acreditar que sim. Dessa forma, deixam de adoçar o suco, rateiam a comida e fazem maldades como as citadas abaixo:

1. Comprar cuecas com a mãe
“Essa é bonita, filhinho”, diz a sua mãe, segurando uma samba canção vermelha tamanho P, que você usava aos 12 anos. Poucos momentos demoram tanto a passar quanto o tempo em que você fica em uma loja de departamentos, selecionando roupas íntimas que estão ali, expostas a todo mundo. 

Quando alguém passa por mim com um exemplar na mão, é inevitável olhar pra pessoa e julgar se a peça fica boa ou não. Pode até ser algum tipo de perversão, mas aqueles cartazes de mulheres e homens sexies, de calcinhas, soutiens e boxers.

Constantemente, vejo pessoas colocando a peça por cima, vendo se a ‘roupa de baixo’ cabe na cintura. Meu caro, se você precisa comparar sua barriguinha para ver se cabe, é provável que não caiba. Se não cabe no olho, não cabe no corpo, mesmo que sua mãe diga que é melhor um tamanho menor que um maior. Sua vida sexual já deve ter dito o contrário, não?

2. Ir à feira livre para a sua mãe (sem ela)

“Filho, pegue seis mamões pra mim”. “Não, estes estão ruins”. “Estes também. “Você precisa sentir se eles estão firmes e rígidos, como peitos”. O.O. São necessários anos de terapia para esquecer comparações infelizes como essas.

Já não chega carregar aquele maldito carrinho de feira que parou no tempo, ouvir vendedores gritando, lutando pelo preço mais barato e o cheiro de fritura do pastel de vento, seus conhecimentos alimentares são colocados à prova.

Há frutas das quais você nunca ouviu falar e são justamente essas que estarão na sua listinha de compras. Dificil não ficar vermelho quando o feirante ri da sua cara porque você pediu um “Mamão Popeye”.

Sem falar que lá você encontra vizinhos, mas apenas aqueles que você não lembra o nome. Sorridentes, eles te cumprimentam. Resposta: PA-NI-CO.

3. Compras no meio da noite

Ah, Jesus inventou o capitalismo e o pão que o diabo amassou se chama Pão de Açucar 24h. Tem um perto da sua casa então você pode calmamente caminhar rumo à obesidade mórbida na unidade mais próxima à sua casa.

No entanto, colocando à prova toda a sua elasticidade social, é bem provável que sua mãe, esse ser vil e revoltado com as 8 horas de trabalho de parto que aguentou, te mande ao mercado não para comprar pão, leite ou ovos. Mas sim, absorventes! Ou pior, papel higiênico.

Chegar ao caixa portando apenas um pacote de absorventes é patético. É uma carteirinha disfarçada de filhinho da mamãe ou de pai de família “sim, querida”.

Pior do que isso, é chegar lá levando um pacote com 4 rolos de papel higiênico em plena madrugada. Dá impressão que tem alguém em apuros em casa e que você correu para salvá-lo ou que você planeja ter uma dor de barriga séria nas próximas horas.

Enfim, como já falamos antes aqui, mães são seres do mal, que mentem, enganam e torturam seus filhos até que apareçam as noras. Aí você vira um santo, mesmo que morra roubando velhinho na porta de igreja.

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