Sobre Como Fugir de Brigas, Tempo de Escola e Nostalgia

12 01 2009

 

Prefiro um bom bully a um chefe

Prefiro um bom bully a um chefe

 

Em tempos de escola, as coisas sao simples. As professoras trocam de sala e voce tem a sua carteira fixa (e nela nao há dinheiro). Espalha as canetas pela mesa e rumores maldosos sobre as maes dos colegas de sala. Os inimigos sao claros: eles torcem para outro time, moram em outro bairro ou simplesmente tem um vicio inexplicavel em roubar o seu lanche.

Pra quem estudou em escola estadual por um tempo, é legal lembrar daqueles uniformes, com listras brancas e agasalho feito de malha vagabunda. Custava certa de 50 reais. Hoje, pagamos mais de 150 reais por um igualzinho que, em vez de dizer o nome da escola, estampa a marca Adidas.

A vida de um jovem estudante é marcada por regras: a fila deve ser feita do menor para o mais alto, professoras nao sao tias e voce deve pedir autorizacao para ir ao banheiro. Se demorar para voltar para a sala, podem pensar que voce estava com dor de barriga, brincando com seu proprio equipamento ou cabulando aula. Todos passíveis de punicao, moral, divina ou palmatória.

Aprendi a minha tecnica de ser um bom amigo (ao meu modo) na escola. Apesar de ter aulas de Alfabetizacao Emocional, a necessidade de fazer amizade com grupos de pessoas que me defendessem de valentoes foi quem realmente me ensinou a agir.

Achar assuntos em comum, aceitar dividir o lanche pra nao perde-lo para um garoto maior e perdoar dividas de balas cedidas evoluiram para acenar a cabeca quando as pessoas falam, fazer olhar de compreensao e deixar os bracos semi-prontos para um abraco. Se hoje nao ha mais bullies, é mais cruel ficar em casa e ver o celular nao tocar.

Tudo isso foi muito antes da “inspetora” virar a polícia cacando seus amigos e suas substancias ilicitas, do nerd virar indie, do rouba-lanche levar teu celular e do famoso “te pego na saída” virar “na sua casa, ou na minha?”.

Se antes, habilidade era saber colocar a bola por entre as pernas dos colegas nas partidas de futebol no recreio, hoje há quem elogie aqueles que falam em braile, pensam em shuffle e fazem uso de dois acessorios importantes para o prazer alheio: a orelha esquerda e a direita. 

PS: Depois de um periodo de semi-férias, o PinkEgo voltou a ter posts diários, decentes, com conteudo pra toda a família acima de 18 anos e com menos de 30. E ah, depois da reforma ortografica, todo tipo de acentuacao virou desnecessaria pra gente. Divirta-se decodificando =)



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7 08 2009
Anônimo

xato

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