Ainda choca quando vemos pessoas boas no mundo mesmo com tanto vizinho chato, gente que pára do lado esquerdo da escada rolante e garotos que usam regata. Disposto a mais um experimento social com fins puramente cientificos, o Pinkego tem investido em se relacionar mais com o mundinho exterior.
Para isso, o que nao falta sao outros, pessoas, gente com quem possamos trocar idéias e conversar. Virgem de Festival, um dos nossos membros nunca tinha ido a um show de grandes proporcoes. O publico indie é exigente. Coisa de gente que come pouco. Recebemos mais de 8 dicas, aproximadamente 9, de como deveriamos nos vestir, o que fazer e tal.
Na duvida, arriscamos o preto. Com listras claro, pra ficar mais oe oe oe. No caminho, sem direcao alguma. Ao inves de olhar no mapinha do evento e ver quais os trajetos possiveis via transporte publico a.k.a trem e metro, resolvemos contar com a bondade dos outros: uma amiga, amiga recente, acompanhada do namorado, levou nosso heroi ate o Planeta Terra sao e salvo. A macumba foi tao boa que nem chover choveu.
Chegando la, nos encontramos com Ana Freitas, do Olhometro, que conduziu a programacao da noite. Rolou Foals, Offspring, Bloc Party e Kaiser Chiefs. Confesso que, de longe, Jesus and Mary Chain parecia Frejat em seus piores momentos. Mas de perto parecia só mais uma bandinha de indie rock mesmo. Ana riu dos meus comentarios sem graca e dividiu uma Coca. Até liguei para a mae dela depois pra agradecer pela educacao da filha. Mesmo que ela ache que os posts daqui se baseiam em mentiras bem aproveitadas.
Em festival indie, por mais que 15.000 pessoas tenham passado pelo evento, voce encontra todo mundo que sempre ve pela Paulista / Augusta. Foi uma grande micareta de alternativos se encontrando, reencontrando e encontrando o amor atras dos banheiros quimicos. Quem disse que nao ha romantismo sanitario?
Para a volta, sem voz, conseguimos carona com um companheiro do twitter e visitante do blog. Mesmo com todos os avisos dos pais sobre nunca aceitar doce de estranhos, sentamos no banco da frente do veículo. Cheguei em casa sem ser estuprado, perder o rim e até ganhei um amigo, olhem só!
As pessoas, hoje, sao realmente boas. Vejo nelas a inocencia de uma Malu Magalhaes, neta de ACM, que namora com um cara que tem o dobro de sua idade. Mesmo que isso signifique que ele ainda nao chegou aos 30.
E o melhor: nem precisei ficar pelado pra ganhar tudo isso. Artificio que provavelmente nao teria despertado tesao ou compaixao, mas repudio e tédio. E viva a bondade dos outros. Porque eu to de boa de caridade.

Querido, você se equivocou na abertura do post!
O lado direito da escada rolante é JUSTAMENTE pra quem quer ficar parado.
Já dizem as sábias escrituras do Metrô: Mantenha-se à diereita. Deixe a esquerda livre para a circulação”.
Quanto à boas ações, acho digno praticá-las e recebê-las, mesmo que no segundo caso seja algo mui mais raro…
ahá! e conto com a bondade alheia mais uma vez pra corrigir meu post!
droga, vou ter que fazer alguma agora. sabe como é o karma né? its a bitch.
[...] três discos também acharam o show bem morno: vide o que disse o Ian ou a confissão do meu amigo Felipe, via Gmail, que é fanático pelos [...]
é… pra um iniciante você pegou um bom festival. calminho, tudo funcionando muito bem, boas bandas e como eu disse no meu blog agorinha, o público pseudo-indie mais bonito do mundo. e bonzinho também. eu dei um soco numa garota enquanto pulava ao som do offspring e ela riu, tipo, nem ligou. uma vaquinha deu o pisão mais forte no meu pé de toda minha vida e eu nem liguei. ah, escreva sobre o bloc party. não curti tanto assim o show, mas quero ler a opinião de um fanático.
Felipe, hj vc tá brega. Todo mundo que se auto-denomina “alternativo” é brega.