
Gonzo, hehe
Tá na moda reviver a literatura da garagem empoeirada das reportagens. Esse ano comemora-se 40 anos do Prêmio Pulitzer que consagrou Norman Mailer como jornalista-literato em “Os Exércitos da Noite”. De olho nesse campo fértil da contracultura, a José Olympio Editora e a Conrad (AGAAIIIN!! - não trabalho pra eles, ok?) estão nessa de que a ocasião faz o ladrão e dão ‘presentes’ a seus leitores. A primeira lançou “O Grande Livro do Jornalismo”, uma reunião de 55 textos antológicos de nomes como o já citado Mailer; Twain, Steinback, Vidal, Orwell, etc. Além de interessante para os pseudo-jornalistas entendidos fãs do estilo, é valido também por dar um panorama de alguns dos acontecimentos históricos relevantes dos séculos XIX e XX.
Já a segunda organizou pacotes promocionais com dobradinhas escolhidas entre as principais obras de Hunter S. Thompson, como: “Hell’s Angels”, “A Grande Caçada aos Tubarões”, “Screw Jack”, “Rum - Diário de um Jornalista Bêbado” e o clássico “Medo e Delírio em Las Vegas”. Ideal para quem gosta de gastar o salário em uma livraria!
Em tempo: Por falar em Thompson - pai do Gonzo (não o aí de cima) - Johnny sua viúva Depp está envolvido no projeto da filmagem de “Rum”, onde viveria Hunter pela segunda vez. A primeira foi em “Medo e Delírio…”, com atuação elogiada. Tamo esperando, Willy Wonka!
PEB: Dizem as más línguas que vale a pena conferir a cuidadosa tradução de “Bonequinha de Luxo”, de Truman Capote, feita pelo teórico literário Samuel Titan Jr. e publicada pela Companhia das Letras.
Câmbio desligo.
`dizem as mas linguas`eh um recurso discursivo de segunda. esperava mais de voce, mocoila.
mas ai, deu vontade de comprar o livro sim. ou quer dizer, tem o link ai de onde posso baixa-lo?^^
e eu criticaria a atuacao de Johnny Depp em Medo e Deliirio…mas tenho medo porque sei com quem estou mexendo (com voce, nao ele)
recurso discursivo de segunda é se apoiar em clichê de sala de aula, mocinho.
e o dizem as más línguas = diz uma amiga minha aluna do foda em questão.
mas não ouse falar do johnny
E por falar no jornalista-que-não-usava-gravador, recomendo um dos meus livros de cabeceira, A Sangue Frio. Depois, uma passada na locadora para ilustrar a história em Capote, de Bennett Miller, que rendeu um Oscar de melhor ator. Merecido, na minha opinião. O filme fala, além da história maluca do assassinato de uma família no interiorzaço dos EUA, um pouco da vida do próprio Capote e seu homossexualismo fino.
Estou muito a fim de ler esse novo da Jose Olympio, parece ótimo.
Acabo de perceber como a face do Gonzo tem formas nitidamente fálicas…