Jukebox com pipoca

29 05 2008

off topic: boss, you don’t know what you’re doing. pros desavisados, the boss acha que este blog precisa de uma comentarista, tanto quanto programa esportivo, para dar opiniões cretinas relevantes sobre os assuntos aqui em voga. valium pra ele!

Bom, mas vamos ao que interessa. Ao que parece, cinema e música fizeram as pazes finalmente, saindo do funesto (porém válido) âmbito do documentário. Três lançamentos recentes fazem a alegria dessa megalomaníaca que vos fala do público: Control, de Anton Corbijn; I’m not there, de Todd Haynes; e My Blueberry Nights, de Wong Kar-wai.

O primeiro é a cinebiografia de Ian Curtis, vocalista da cultuada banda de rock Joy Division. Esperto como ele só, Corbijn recriou a ‘Atmosphere’ de Curtis e sua Manchester: todo em preto e branco, dividido, apaixonado e especialmente entregue à música. O filme consegue captar o ambiente em que, logo após a morte de Ian, teve início o New Order e o culto em torno do cantor. A interpretação de Sam Riley recria quase que com perfeição os trejeitos do líder do Joy Division ao dançar, imitando suas crises epiléticas. Very, very good. High five for you, guys!

Já em I’m not there, o esquema facetado utilizado por Todd Haynes para reconstruir a figura de Bob Dylan pode cansar no começo, mas não tira o brilhantismo da película. A culpa é mais da atuação pé no saco de Cate Blanchett heterogênea de suas estrelas, colocados em pontos vitais da vida e obra do artista: Billy the Kid, por Richard Gere, Heath porquêmorreuuu? Ledger um tanto beat, Cate Blanchett vivendo a fase da introdução da guitarra (folk morreu?) na obra do cantor, entre outros. Há aparições interessantes também, como a do poeta Allen Ginsberg. Coooooooooool.

E, finalmente temos Wong Kar-wai. Esse parecia ter herdado de Antonioni o título de pai da incomunicabilidade (que de fato, é da sensibilidade). Mas surpreende com My Blueberry Nights, que é seu primeiro filme feito nos EUA. Piremos: Norah Jones, Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz e…Chan Marshall aka. Cat Power! Mainumé que o chineizin sabe fazê filme? Poderia ter dado tudo errado, afinal é sempre arriscado colocar cantoras interpretando, mas o filme é feito pra apaixonar o espectador, levá-lo pro café junto com a sonhadora Elizabeth (Norah Jones) e viver suas histórias de vida. A fotografia é, como sempre em Kar-wai, primorosa. E no caso do inusitado em questão, também é a sua trilha sonora. Corre pro cinema!

Câmbio desligo!


Ações

Informações

Deixe um comentário