Get Fat Fast for Hollywood!

21 08 2008

Eles adoram um sacrificio, nao é mesmo, minha gente? Quando a coisa envolve comer e engordar para encher o cofrinho, nossoa amigos atores de Hollywood nao pooupam esforcos. É nessas horas, caro leitor, que toda aquela dieta americana baseada em ovos, bacon e waffles faz sentido.

Nao sao poucos os casos de atores que tiveram que ganhar seus pounds pra preencher alguma vaga em filme bacana. Tanto sacrificio tem um fim nada muito do lá louvavel: a Academia, aquela que entrega o Oscar, adora adores que sofrem e ficam feios pela arte, que o digam Nicole Kidman e seu nariz em The Hours e Charlize Theron e, bem, seu corpo inteiro, em Monster.

Aqui, agora, sem mais delongas, damos nosso top 3 de quem trocou a academia pelo sofá e virou fa de Sonia Abrao, tudo pela arte. Mas atencao, isso vale para eles, nao para voce. Se voce engordar, nao pega nem ponta na novela dos Mutantes como Joaninha Assassina ou Orca Telepática, okai?

1 - Matt Damon

Ho ho ho, meu amigo! E nao é que o tal homem mais sexy do mundo engordou? Claro que continua pra quem curte uma barriguinha e um peitinho caído mas, enfim, Matt Damon, melhor amigo do eterno gordinho Ben Affleck (aquele que pegou duas Jennifers e casou com uma, a que parece um homem) ganhou todo esse excesso de gostosura para seu novo filme The Informant. Depois que a producao acabar, dá-lhe Diet Shake.

2 - Jared Leto

Alem de ser nosso emo favorito, vocalista da banda 30 Seconds to Mars, Jared ousa atacar no cinema como ator de producoes de segundo escalao. Seu ultimo filme bacana mesmo foi Requiem for a Dream. Depois disso, a musica entrou em sua vida e o afastou das telonas. Talento por talento, nota-se que ele se deu melhor comendo para encarnar o assassino de John Lennon, Mark David Chapman, para a producao Capitulo 27. Para as gatinhas emo que curtiam o cara, nao adianta chorar pela jarra de leite. Pescou, pescou o trocadilho?

3 - George Clooney

O cara é bonitao, ja pegou horrores no andar do E.R antes do McDreamy iniciar sua vida sexual e sabe escolher os projetos em que se envolve. Vez em quando, faz un 11, 12 ou 13 Homens e um segredo para levantar uma grana pros seus filmes. Numa dessas, George Clooney foi ousado. Ganhou alguns varios quilos pra interpertar um agente no filme Syriana. Ok, o cara ganhou um Oscar, beleza, beleza. Mas quebrou uma costela durante as filmagens e sofreu pra caramba com o processo de engordation. Ai!





Paris Hilton para Presidente

19 08 2008

Preocupados com a cada vez mais crescente crise do petroleo, alta do preco do barril e disputas por exploracao de novos campos em países do Terceiro Mundo, a Pink Ego resolveu tomar uma forte decisao no que tange a politica internacional.

Deixando de lado Kassabs, ex-Suplicys e Alckmins, vamos ao que verdadeiramente interessa: a eleicao presidencial dos Estados Unidos. Sao esses caras que vao decidir quanto o seu iPod irá custar o ano que vem e se o seu shopping spree em NY rola com menos de mil dolares.

Entre Obama e McCain, ja que a tia Hillary caiu fora, ficamos em dúvida. Quem seria o mais indicado para liderar nossa matriz: o cara que quase chama Osama ou o que tem o mesmo nome das batatas fritas congeladas McCain?

A resposta: nenhum dos dois! Vamos rumo a uma terceira via de glamour, fama, riqueza e luxo. Alguem que é famosa por ser famosa. Sim, ela, Paris Hilton. Seu vídeo de campanha é sensacional. Assistam abaixo, bitches:

PEB: Resumindo, Pink Ego loves it! That’s hot!





Bloc Party na intimidade em novo CD

18 08 2008

Bloc Party é gente que faz! E comofas? Faz escondido! O terceiro álbum dos caras chama-se Intimacy e sai dentro de apenas três dias. Eles revelaram a novidade em uma maneira bem old-fashion: em um chat com os fas pelo blocparty.com

Quem quiser a versao digital, em MP3 de alta qualidade, ja pode encomendar sua cópia em http://blocparty.sandbag.uk.com , que sai nesta quinta-feira, 21 de agosto. O CDzinho mesmo, com algumas faixas extras para os puritamos, sai só em 28 de agosto.

Recentemente, os Bloc Party haviam dado a entender que o sucessor de A Weekend In The City podia sair só em 2009. Depois, lancaram a estranha Mercury em uma sessao especial do programa de Zane Lowe na Radio 1 da BCC. O video da música, ainda mais bizarro do que a faixa, caiu na rede dias depois.

Intimacy foi gravado em duas sessoes separadas, ja que a banda escolheu dessa vez trabalhar com Jacknife Lee e Paul Epworth. O resultado deve ser interessante: enquanto Epworth produziu o debut Silent Alarm, mais experimental, divertido e post-punk, Jacknife levou o Bloc, em seu segundo CD, a Weekend in The City, a um lado mais dramatico, cheio de anthems e melancolia.

Segue a tracklisting:

1. Ares
2. Mercury
3. Halo
4. Biko
5. Trojan Horse
6. Signs
7. One Month Off
8. Zephyrus
9. Better Than Heaven
10. Ion Square

PEB: Aguarde um review assim que as faixas forem liberadas na quinta. Se for bom, a gente aprende as letras direitinho para cantar com o Kele no Planeta Terra. É bom ver Epworth de volta com os caras, mas porqueraios Mercury parece algo produzido pelo Mark Ronson? Alguém explica?





O rock, o pop e o cinema

18 08 2008

Cinema e música combinam como Johnny e June, Whitney Houston e Kevin Costner, Amy Winehouse e a trilha do 007, ops! Melhor ainda quando, indo além da trilha sonora, vemos nos filmes uma boa bandinha ficticia que divertida, infame ou talentosa, conta sua trajetória ou catástrofe.

Vamos excluir qualquer referencia ao horroroso filme de Britney Spears, contrangedoras incursoes de Madonna pelo cinema e aquele filme no qual Xuxa é tipos que uma cinderela que tenta ficar famosa. (Boba, mais fácil casar com o Pelé). Nao sao poucos: temos Rock Star (2001), Escola do Rock (2003), entre outros tantos.

Nesta sexta-feira, lá pela gringolandia, estréia a comédia The Rocker, que conta a historia de Robert Fish, que viveu por pouco tempo todo o prazer da fama de uma banda de rock dos anos 80. Agora, mais de 20 anos depois, ele tem a chance de voltar a sentir o gostinho quando ajuda seu sobrinho como baterista da banda da escola.

A banda pode ser fake, mas as músicas nao sao. Teddy Geiger, que faz o vocalista da banda no filme, já colocou o single do grupo em sua setlist de apresentacoes reais que faz.

Aqui está uma listinha com tres bandas fakes de filmes que fizeram sucesso dentro e fora das telonas, como se fossem reais, pelo YouTube e afins.

Stillwater - (Almost Famous - 2000)

Em 2000, com o filme Quase Famosos, o diretor Crameron Crowe contou como um garoto recebeu a chance de acompanhar uma banda de rock em sua turne e escrever um artigo pra Rolling Stone. O resultado: um filme bacana, sincero e memorável. Vale a pena ver o clip abaixo:

The Wonders - (That Thing You Do - 1996)

Escrito e dirigido por Tom Hanks que aqui faz o empresário da banda, o filme fez com que o hit That Thing You Do do grupo ficticio realmente tocasse nas rádios mainstream. E toca ainda até hoje. Sobre o sucesso de um one-hit-wonder, ganhou até uma indicacao ao Oscar por melhor cancao original.

PoP - (Music & Lyrics - 2007)

Inspirado no Wham!, o ator Hugh Grant mostrou que tem talentos vocais e para a danca no divertido clipe da banda PoP, com a música Pop Goes My Heart.





“Why so serious?” é o novo “Would you erase me?”

17 08 2008

Algumas taglines bem sucedidas acabam entrando para a cultura popular, no termo mais “pop” da palavra. (E que agora todos os indies de plantão façam a pose blasé n.37!) Como um slogan de marketing repetido diversas vezes por diferentes pessoas, essas pequenas frases, citações, “quotes”, presentes ou não no filme, realmente marcam.

Afinal, se dissermos: “Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, no espaço, onde ninguém pode ouvir você gritar, tenha medo, tenha muito medo, bem quando você achou que poderia voltar à praia”, estamos reunindo aí, nessa ‘pequena’ frase estão as idéias e taglines combinadas por trás dos filmes: Star Wars (Guerra nas Estrelas), A Mosca, Alien e Tubarão. Se você identificou as quatro, parabéns, seu nerd.

Com Christian Bale como “batmãe”, o novo filme do Cavaleiro das Trevas conseguiu atingir um grande público e estabelecer algumas falas e taglines do filme em rodinhas de amigos e subnicks de MSN. Invadindo o campo cult sem deixar de ser mainstream, a tagline “Why so serious?” de Heath Ledger acabou com o poder da risada de Jack Nicholson como um marketing viral de vídeo amador do YouTube vende mais que as videocassetadas do Faustão.

Entre os últimos filmes cult, daqueles que realmente mobilizam multidões de indies, kindies, emos e arty people, poucos conseguiram gravar uma frase de maneira tão forte como Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças e The Dark Knight. “Would you erase me?” é a pergunta que fazemos a alguém no final do filme e, ao mesmo tempo, faz todo o sentido quando se conta o enredo para uma outra pessoa.

E faço questão de não incluir Amelie Poulain, Matrix, Juno e outros filmes que amamos, mas que não possuem frases memoráveis que sintetizem o filme em poucas palavras. Claro que guardamos diálogos bonitinhos, de Big Fish, frases importantes de A Laranja Mecânica ou ainda ET, mas elas não estão nos pôsteres (e eu sei que fanboys e garotinhas que usam óculos vão me xingar nesse momento). Não vamos confundir “tagline” com “memorable quote”.

Tagline. Essa frase que resume tão bem os principais argumentos de um filme, faz valer, muitas vezes, mais do que um bom trailer. Ou vai dizer que não arrepia ouvir Juliane Moore sussurando “Pior do que estar cego é ser o único que consegue enxergar”, mesmo sabendo que a fala não está no filme “Ensaio sobre a Cegueira”?

E você, qual seu tagline favorito? Voto por Jurassic Park: O Mundo Perdido: “Algo sobreviveu”. Spielberg, simples e curto. Pronto, falei.





Música-memória 2.0

16 08 2008

E quem não lembra de Ace Of Base? Ou de Alexia, nas 7 melhores da Jovem Pan? Se você sabe cantar “Oh La La La”, preciso dizer que: “I love you, baby”. Mas é claro que isso vale para quem nasceu nos anos 80 e, como diria Calvin Harris, “I’ve got love for you if you were born in the 80’s”.

Não faz muito tempo que música eletrônica era “dance music” e que seus representantes, DJs ou dubladores, tinham, no mínimo 15 anos a mais que a gente. Enquanto Mark Ronson e David Ghetta eram garotos estranhos usando o computador para fins impróprios, a música começava a se tornar portátil, ouvida em Ipod jurássicos e PCs de cinco mil reais.

E se “Bombastic”, do rest-in-peace pseudo rapper Shaggy dominou as rádios tempos depois, é claro que você lembra também de Bryan Adams e sua trilha chata para Don Juan DeMarco, antes do Johnny Depp ficar supercool. Indo além, Sheryl Crow e o pré-blá blá blá chato ajudavam os dias a ficarem mais legais com “All I Wanna Do”.

Memória musical marca a todo mundo. E é engraçado ver como as pessoas acabam compartilhando experiências similares, ou lembram de coisas parecidas quando ouvem canções de um certo tempo de sua vida se tinham a mesma idade.

É por essa linha que vai o site JamsBio. Com o lema “Share a memory”, ele te convoca a colocar ali alguma musica que te marcou, contar algo sobre ela, mostrar como você cantava errado aquele inglês pasteurizado ou só falar que ela estava no seu Winamp em 1996.

Dá pra procurar as músicas por título ou por ano. Para uma experiência mais aprofundada, sugiro que você comece pelos mais recentes e vá voltando, ano a ano. Pode ser impressionante. Eu, por exemplo, descobri que não era só eu que preferia ouvir “One Of Us”, de Joan Osborne do que “”Wonderwall”, do Oasis. E que nessa época muito mais gente dançava a Maracarena. E já me pergunto se Justin Timberlake não é o novo George Michael.

PEB: Alexia e seus hits Gimme Love, Oh La La La e Number One ainda existem em www.alexiafans.com





Sobre Ipod Shuffle, Roubo e MGMT

16 08 2008

Quem é dono de um iPod Shuffle sabe. É um desafio fazer uma setlist perfeita que te acompanhe o dia inteiro. Essa brincadeira de enviar as músicas para o aparelho, deixando que ele as embaralhe e toque na ordem que quiser é divertida até um certo tempo. Depois, vira um transtorno ficar pulando faixas até chegar em algo que voce queira realmente ouvir.

Para evitar o pula-pula, passei uma tarde inteira selecionando, faixa a faixa, o que realmente iria pro tal iPod Shuffle. Revirei coletaneas, versoes demo, b-sides, singles. Um trabalho de horas, escolhendo realmente músicas que seriam imperdíveis ou, como queiram, impuláveis. E consegui! Uma setlist perfeita que aproveitava o amplo 1gb disponível!

Fui trabalhar ouvindo Bloc Party, depois MGMT, Feist, Calvin Harris, uma ou outra de Ladytron, tinha até uma da Britney Spears, confesso. No entando, como sabemos, o destino cruel e Murphy me add! Há a apenas duas quadras de casa, tres meliantes (eu adoro essa palavra) me abordaram. De cara, pediram o celular. Eu nao quis dar. Pediram meu iPod. Nao entreguei. Depois de muita resistencia e tentativa de fuga de minha parte, perdi tanto o meu smartphone quando minha setlist perfeita.

Chorando como Paris Hilton após perder o ultimo capitulo da temporada de Gossip Girl no TiVo, fui para casa lamentando a má sorte e planejando o que eu poderia vender para comprar um novo mp3. Pensei em comprar aqueles descartáveis, que quebram um dia depois da garantia vencer.

Já no dia, seguinte, indo ao trabalho, procurei me distrair cantando Muse, fora do tom, claro. A rotina parecia ainda mais dura sem musica, sem a tal setlist perfeita e o tal celular esperto. Eis que entao Jesus me add! A Policia Civil de Sao Paulo, rápida como o FBI, conseguiu, por meio de uma operacao meio PF, deter tres caras que portavam um celular suspeito. O celular esperto gravou a lista de contatos no chip, o que facilitou a busca pelo dono, que sou eu.

Enquanto o policial tentava se comunicar comigo, avisando que tinha achado um aparelho enorme, cheio de teclas, eu perguntava: mas cara, cade o iPod? cade o iPod?

A caminho da delegacia eu ja pensava em vender o orelhao portatil para financiar um novo Shuffle. Arrependido de tantas vezes que pulei músicas que poderia ter ouvido, de como eu maltratava a bateria do coitado e o tratava como um primo pobre do Nano.

Chegando la, uma supresa. Meus pertences estavam em cima da mesa do delegado. Entre eles, um pequeno pedaco de metal e plastico em cor prata: meu iPod Shuffle! mas, antes de tocá-lo e recuperá-lo, era preciso reconhecer os tais meliantes. E, para isso, eu precisava ter certeza.

Na cena seguinte, nada de glamour. Nao há vidro fume, nem uma grande sala de reconhecimento. Tampouco me ofereceram rosquinhas. Por meio de um olho magico quadrado em uma porta, vi cinco rapazes segurando plaquinhas com numeros de 1 a 5 escritos a mao. Logo de cara, já vi. Reconheci os numeros 2 e 4. O terceiro, o meliante que ficou mais distante naquele instante, eu nao reconheceria.

Fim de processo, de volta a minha casa, pluguei o brinquedo para ver e admirar minha setlist perfeita. Intacta. Last.fm rolando e observo os scrobblings: durante o periodo breve de sequestro do iPod, os ladroes ouviram MGMT por cerca de 47 execucoes. Viciaram nos descamisados psicodélicos. Só Time To Pretend tocou mais de 20 vezes.

Nunca achei que um dia seria assaltado por ladroes indie ou que curtissem MGMT. Desde entao, a setlist perfeita segue intacta, conservada na memoria de 1gb desse curioso brinquedinho da Apple.





Vá ao Cinema

15 08 2008

Sinto falta do barulho no cinema. Pronto, falei! E que todos saibam que cinema é experiência coletiva para ser compartilhada com a pessoa ao lado. E isso inclui risadas espontâneas, cochichos e comentários, disputas pelo encosto de braço e chutes na cadeira da frente.

E que, ao contrário do que o Cinemark diz, você pode, sim, deixar pipoca cair no chão. E se um celular ou outro tocar uma vez, ou outra, tudo bem, faz parte. Pra gente lembrar, desligar, e perceber que estamos diante de um portal pra um mundo paralelo bem nosso, uma experiência cinematográfica explorada em som e imagem para que você se desligue do planeta azul e preste atenção do que está ali, na tela. Verdade ou não, esse é seu mundo por 90 ou mais minutos, caso você esteja assistindo algum filme do Peter Jackson.

Quem quer silêncio daqueles absolutos de se ouvir a respiração que espere e alugue ou DVD ou vá ao The Pirate Bay.org e resolva sua vida. Sou fã de cinema, sou fã de filmes e fã DO cinema. Da sala, dos bancos, das cabeças mais altas que sentam à minha frente e me impedem de ver algumas cenas. E filme foi feito pra ver assim, aos montes, em grupos, em bandos.

Cinema é arte. Seja a sétima ou que número for, deve ser apreciada como tal. Seu veículo principal não é a cópia pessoal, o DVD, o *.mpg, mas a telinha, ver se os outros estão rindo. Ouvir alguém soluçar de choro, do outro lado da sala. Os bancos balançando de casais se pegando no fundo, lá no escurinho.

Não há registro de arte tão cara e elitista. Mesmo independente, fazer filme custa muito dinheiro. Não há sentido em fazer isso para poucos. Fazer um filme cabeça para dois ou três seria criar uma cultura que valoriza as bundas dos assentos mais caros do pedaço. Vamos popularizar o cinema. Menos glamour e mais arte. Menos papo-cabeça e mais bundinhas nos assentos, por favor. Vamos qualificar nossas poupanças. Em vez de dar pão e circo, sugiro pipocas!

Aqui, o que vale mesmo é inovar, ir além, conhecer as regras do jogo e mudá-las. Brincar com o visual. Sentir o 5.1 Dolby Surround estourar os seus tímpanos. Assistir a David Lynch e não dormir. Ver Woody Allen e não bocejar. Spielberg e sua máquina de sonhos, Spike Lee e seu engajamento ever-present, a competência de Clint Eastwood e a medriocridade de Ron Howard. Isso é cinema. Isso é gostar de cinema. Veja filmes. Vá ao cinema.





Sobre Floras e Donatellas, tudo bem?

15 08 2008

Tudo bem se a audiência já não é mais antigamente. Tudo bem, a concorrência é grande com uma outra novela, em outro canal, que fala sobre Mutantes. Tudo bem se os personagens da concorrência são inverossímeis e cópias caricatas de um X-Men de 2ª. Tudo bem se há um jornalista que não cansa de aparecer, deprimido. Tudo bem se Tarcisio Meira faz uma ponta. Giulia Gam também, mas tudo bem. Tudo bem se a trilha é sertanejo-folk. Tudo bem se “A Grande Família” é mais engraçado que o núcleo cômico da novela. E não há núcleo cômico, mas tudo bem. Flora e Donatella não são nomes comuns, mas tudo bem, mesmo assim. E se São Paulo tem dois ou três cartões postais que são sempre mostrados repetitivamente durante os capitulos, tudo bem, babe! Prostitutas e sua cafetina são mostradas sem crise de consciência alguma, apelas pela grana, ou por prazer, mas tá aí, tudo beleza. Ótimo também se o vilão se dá bem, durante a novela toda, pra se ferrar só no final. Deve morrer, aliás. Por justiça divina. Tudo bem se Murilo Benício não sabe atuar. Fabio Assunção recusou o papel por estar cheirando demais. Mas tudo bem, ele tem meio metro a menos que Claudia Raia e seria um par estranho. Tudo bem se a novela revela o assassino antes do meio da trama. Tudo bem se a boazinha era má, mesmo teno olhos escuros e a má era a boazinha, mesmo sendo esnobe e bem alta. Tudo bem se a filha da má que era boa parece mais com a Glória Menezes do que com a própria mãe. Tudo bem que a vinheta da novela já indicava o resultado do imbróglio do assassinato. E eu já estou com saudades dos jogos do Corinthians e do Big Brother, pra novela acabar mais cedo. Tudo bem?





Quem precisa do 5.1?

10 08 2008

O Artista: Cornelius
A Música: Drop

Point, o álbum de Cornelius lançado em 2001, carrega um punhadinho de características divertidas.
Entre toda uma pegada experimental que faz as músicas irem de ritmo havaiano a trash metal, um vocal engraçado cantando ora em japonês ora em inglês [sumoke=smoke], barulhinhos inusitados, e muito, mas muito jogo de stereo. Mesmo. É daqueles álbuns que fazem você entender porque não é legal andar de bicicleta com fones de ouvido.
Além de ser um dos poucos álbuns que caíram na minha mão desde Daft Punk que fundem final e início de músicas, também é um dos poucos que eu vejo hoje em dia que usam o estéreo para jogar um instrumento/vocal/som-qualquer totalmente para um lado, enquanto o normal é simplesmente mantê-lo mais alto de um lado do que do outro. [e convenhamos que a primeira opção é muito mais bacana..]
Na música [de trabalho] Drop, jutam-se variações de um mesmo vocal à la Fernanda Takai, barulhinhos de gotas d’água e efeitinhos psicodélicos que fazem essa música simplesmente ótima pra se ouvir deitado na cama antes de dormir ou gritando no seu ouvido enquanto você se espreme no metrô. O mais incrível é que ela vence a coisa maçante de associar estéreo a esquerda-direita, e ainda por cima em uma boa situação. Em certo ponto [2:32min] os vocais se sobrepõe, intercalando os canais, mas vindo de “diferentes lugares” pela variação de volume. É incrível.
Quanto ao clipe, total decepção.. não sei se o Youtube tem estéreo, mas nem vale a pena.

Ali em baixo, a música 2 “Point of View Point”, igualmente incrível em termos de te-jogar-pra-um-lado-e-pro-outro, a 3 “Smoke”, e a 4 “Drop”.. só pra dar um gostinho de como as músicas se juntam bem.

Do mesmo álbum: Tudo! Point é fantasticamente bom em termos de “available in stereo”. Tem inclusive uma música chamada “Brasil” com gingadozinho brasileiro em ritmo pseudo-havaiano.